Skip to main content

A imagem mostra um teclado sendo utilizado por uma pessoa, com uma tela digital projetando elementos gráficos e códigos. Detalhes principais: Primeiro plano: Mãos digitando em um teclado, sugerindo atividade de programação ou desenvolvimento. Tela projetada: Exibe códigos em linguagem de programação e elementos de interface (UI) como caixas, ícones e layouts, indicando design e desenvolvimento de aplicações ou sites. Cores e estilo: Fundo escuro com destaques em azul neon para os elementos gráficos, transmitindo uma estética tecnológica e futurista. Contexto: Representa claramente um cenário de desenvolvimento digital, programação e inovação tecnológica. (BRQ)

A automação está saindo de cena para dar lugar à autonomia. Essa é a principal conclusão do novo relatório Digital Pulse 2026, publicado pela BRQ Digital Solutions. O estudo ouviu executivos de diversos setores e revela as principais prioridades tecnológicas de CIOs e CTOs para o ano, como investimentos para áreas que combinam eficiência operacional, autonomia e governança, com foco em resultados tangíveis de negócio.

Segundo o relatório, em 2026 haverá uma necessidade urgente de integrar inteligência em toda a operação, desde os produtos digitais até a infraestrutura e à comunicação. Para Rodrigo Frizzi, CEO da BRQ, a consolidação da IA em todas as camadas do negócio não é mais uma opção, é uma exigência estratégica. “Quem conseguir aliar eficiência e propósito na aplicação desse recurso vai liderar a próxima era digital”, antecipa.

Agentic AI: a engenharia digital autônoma

O estudo aponta que a próxima fronteira da transformação tecnológica à qual os executivos devem se atentar vai além do uso da IA como copiloto. Em 2026, ganha força o conceito de Agentic AI for Development, em que o software passa a ser criado por ecossistemas de agentes inteligentes que planejam, executam e validam tarefas de forma colaborativa.

A adoção de agentes inteligentes é impulsionada pela escassez de talentos, pela complexidade dos sistemas e pela necessidade de modernizar operações em escala. Nesse contexto, plataformas AI-Native e Autonomous Analytics permitem que desenvolvimento e dados se tornem autogerenciáveis, reduzindo retrabalho e aumentando a confiabilidade.

“GenAI, aplicada aos metadados da plataforma (logs, eventos, schema e qualidade) é o que permite transformar observabilidade em autonomia real”, explica Marcelo Sarmento, CTO da BRQ.

Nessa nova dinâmica, o papel do humano muda: deixa de ser executor e passa a ser arquiteto do sistema, responsável por definir objetivos, supervisionar fluxos e interpretar resultados. A IA atua como força operacional distribuída, enquanto as pessoas garantem direção estratégica, governança e propósito. “A autonomia começa quando os pipelines deixam de quebrar em silêncio e passam a ser observados, corrigidos e evoluídos pela própria plataforma”, conclui Sarmento.

Leia mais: Hospital de Curitiba adota plataforma que dá informações sobre jornada de pacientes

Governança, ética e confiabilidade: a base da IA madura

À medida que a IA passa a participar de decisões críticas, cresce o desafio de garantir transparência e responsabilidade. Em 2026, a governança deixará de ser uma recomendação para se tornar exigência estratégica.

A maturidade será construída em três camadas complementares: governança de modelo, que garante controle sobre dados, versões e parâmetros utilizados; governança de decisão, que assegura rastreabilidade e explicabilidade das ações tomadas por agentes; e governança de impacto, que monitora riscos e efeitos sociais, ambientais e reputacionais das aplicações de IA.

Para se preparar para esse novo momento no mercado, a BRQ aponta que as empresas devem mapear modelos e agentes, capacitar times em ética e IA, incorporar governança nos OKRs e adotar frameworks de transparência, como AI Cards e Audit Trails.

“Com a consolidação da inteligência artificial em todas as camadas do negócio, do design ao desenvolvimento, da experiência à governança, 2026 marca a transição definitiva da automação para a autonomia”, finaliza Frizzi.

UX Conversacional e Zero UI: o fim das interfaces visíveis

A pesquisa também indica outra tendência que se consolida: o UX Conversacional. A nova fase da User Experience (UX) será marcada por experiências digitais centradas em inteligência humana e artificial. Interfaces inteligentes, copilots e assistentes generativos se tornam padrão. “A melhor interface é aquela que é invisível e resolve o problema do cliente”, afirma Pablo Moura, head de Experiência na BRQ.

Essa transformação, por sua vez, inaugura o conceito de Zero UI, no qual a interface gráfica dá lugar a experiências naturais, baseadas em voz, gestos e contexto. “O futuro do bom design é invisível, mas profundamente humano”, opina Moura.

CIOs e CTOs devem enxergar a UX Conversacional como a união entre eficiência e propósito, capaz de reduzir fricções e ampliar a acessibilidade. “O Zero UI não é sobre remover o design, é sobre torná-lo tão intuitivo que o usuário nem percebe que ele existe”, finaliza.

Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!