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Pessoa vestida com jaleco branco e estetoscópio, presumivelmente um profissional de saúde, utiliza um laptop. Na tela, há um símbolo de “AI” (inteligência artificial) com circuitos ao redor. Projetados no ar à frente do computador, aparecem hologramas de exames médicos digitais com imagens do corpo humano, incluindo sistemas muscular e esquelético, acompanhados de gráficos e indicadores. A cena transmite o uso de inteligência artificial na medicina, com foco em tecnologia avançada para diagnóstico ou análise clínica. (saúde, google, pesquisa, hcor, bionexo, sensor)

Dois terços dos médicos que participaram de um levantamento da MV já usam inteligência artificial (IA) nas atividades diárias. A pesquisa, inédita, é a primeira edição do MV Insights, estudo realizado pela maior healthtech da América Latina, e foi divulgada nesta segunda-feira (28).

O levantamento ouviu 196 profissionais do ecossistema de saúde em todo o Brasil, entre eles 112 médicos em atuação e formação nas cinco regiões do país. A coleta de dados foi realizada entre o segundo semestre de 2025 e o início de 2026.

Diagnóstico como principal uso

Segundo a pesquisa, 66,1% dos médicos participantes utilizam ferramentas de IA de forma regular ou ocasional. Entre os que já adotaram a tecnologia, 56,6% a aplicam para apoio à decisão clínica, como interpretação de exames, sugestão de Classificação Internacional de Doenças (CID) e correlação de sintomas, o que torna o diagnóstico a principal porta de entrada para a IA na rotina assistencial.

O uso prático também se relaciona a um aumento de confiança; médicos que usam IA regularmente registraram índice de confiança na tecnologia 26% maior do que os profissionais que nunca a experimentaram, conforme os dados do estudo.

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O CEO e fundador da MV, Paulo Magnus, afirma que “a IA serve como um assistente quase invisível dos profissionais, facilitando e automatizando processos e jamais substituindo o raciocínio médico”.

Perfil dos médicos dispostos a pagar

A pesquisa também contrariou a expectativa de que os médicos mais jovens seriam os maiores adeptos da tecnologia. A disposição para investir financeiramente em ferramentas de IA está mais associada à combinação entre maturidade clínica e estabilidade financeira do que à faixa etária.

Médicos com entre seis e 20 anos de formação lideram esse indicador; 85,7% deles pagariam por ferramentas de IA do próprio bolso, segundo o levantamento. O ticket médio mensal estimado para esse grupo é de R$ 111, contra R$ 65 entre os profissionais em início de carreira e R$ 62 entre os veteranos.

Barreiras para a expansão da IA na saúde

O estudo identificou que o principal obstáculo à expansão da IA no setor é o custo de implantação ou assinatura, apontado por 30,4% dos médicos. Em segundo lugar, a dificuldade de integração com sistemas de prontuário e gestão já existentes foi citada por 22,3% dos participantes.

A pesquisa também registrou diferenças de exigência entre os setores público e privado. Profissionais da rede pública priorizam a relação entre custo e retorno sobre o investimento (ROI), enquanto os da rede privada são mais exigentes quanto à necessidade de treinamento e à comprovação de evidências científicas das ferramentas.

O CEO e fundador da MV, Paulo Magnus, avalia que a infraestrutura digital já existe e que o setor vive um momento de transição. “Se no passado a digitalização esteve focada na informatização e nos prontuários eletrônicos, hoje a inteligência artificial é um elemento ativo na decisão clínica. Nosso compromisso é auxiliar os protagonistas desse ecossistema para garantir que a tecnologia seja uma parceira eficiente, segura e que apoie o lado humano do cuidado”, diz o executivo.

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