
A Keeta, app de delivery da chinesa Meituan, estreou no Brasil com operações-piloto nas cidades de Santos e São Vicente, no litoral paulista, no dia 30 de outubro. Desde então, porém, o novo rival do iFood tem sido alvo de queixas tanto de entregadores, quanto dos restaurantes.
No sábado (08), entregadores realizaram protestos na Praça da Independência, localizada no bairro do Gonzaga, em Santos, reivindicando melhores condições de trabalho e reclamando de pagamentos abaixo do esperado, além de uma política de bloqueio de 30 minutos após a recusa de viagens.
O Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Santos (Sinhores), por sua vez, emitiu um ofício no sábado relatando reclamações que vem recebendo dos estabelecimentos sobre a Keeta. A entidade, que representa bares e restaurantes em todas as cidades da Baixada Santista e Vale do Ribeira, afirma que os estabelecimentos relataram “insatisfações relacionadas ao funcionamento da plataforma”.
Segundo o sindicado, as queixas incluem, por exemplo, descontos aplicados sem autorização e de forma “abusiva”, além de falta de autonomia na edição de preços, promoções e itens por parte dos restaurantes. Outras críticas são com relação a problemas com o aplicativo; ausência de suporte adequado ao restaurante; falta de transparência nos repasses e nos termos e condições do contrato, que inclusive possui páginas em outro idioma.
Os restaurantes relataram ainda inadimplências referentes ao consumo realizado pelos funcionários da Keeta durante o período de testes da plataforma.
“As inúmeras manifestações soam um sinal de alerta, destacando uma conduta amplamente percebida como intransigente e pouco transparente, destoando do compromisso assumido de ser uma alternativa justa e positiva em um segmento historicamente dominado por monopólios”, aponta o ofício.
No documento, o sindicato diz que “não medirá esforços” para combater práticas abusivas que prejudiquem a base de restaurantes e comprometam o desenvolvimento justo e sustentável do mercado. E pede que a Keeta envie um posicionamento “formal e urgente” sobre as reclamações.
A Keeta foi procurada pelo Startups, mas até a publicação desta reportagem não havia enviado posicionamento.
Dias antes da sua estreia, a Keeta foi acusada de realizar cerca de 60 demissões no time brasileiro, afetando inclusive alguns dos primeiros contratados, responsáveis por estruturar a operação local e viabilizar a chegada da companhia ao país. Na ocasião, a companhia alegou que os desligamentos decorreram de um processo periódico de revisão de desempenho.
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