
Para os brasileiros, fazer compras parceladas faz parte da rotina. Desde bens de consumo mais caros, como eletrodomésticos, até uma blusinha na promoção, muita gente não resiste ao pagamento em “suaves prestações”. Nos Estados Unidos, esse tipo de modalidade de pagamento não é comum, mas a Klarna, de Buy Now Pay Later, quer mudar esse cenário.
A fintech sueca anunciou nesta quarta-feira (06) uma integração com a JPMorgan Payments que permitirá aos comerciantes americanos oferecerem as opções de pagamento da Klarna diretamente no checkout. A iniciativa amplia o alcance da empresa no mercado norte-americano ao conectar suas soluções à infraestrutura de pagamentos de um dos maiores bancos dos Estados Unidos.
Com a integração, empresas que utilizam a plataforma da JPMorgan Payments poderão disponibilizar aos consumidores modalidades como o Pay in 4, que divide o valor da compra em quatro parcelas sem juros, além de opções de financiamento de prazo mais longo para compras de maior valor, sujeitas à análise de crédito.
Segundo a Klarna, a novidade busca atender uma demanda crescente dos consumidores americanos por meios de pagamento mais flexíveis, ao mesmo tempo em que ajuda os lojistas a aumentar as taxas de conversão, elevar o ticket médio e reduzir o abandono de carrinho.
“O checkout é um dos momentos mais importantes da jornada de compra. Ao integrar a Klarna à JPMorgan Payments, estamos permitindo que ainda mais comerciantes ofereçam aos consumidores opções de pagamento flexíveis de forma simples e integrada”, afirmou David Sykes, diretor comercial da Klarna, em comunicado.
A parceria também representa um ganho de escala para a fintech. Em vez de fechar integrações individuais com milhares de varejistas, a Klarna passa a acessar empresas já conectadas ao ecossistema da JPMorgan Payments, ampliando sua distribuição entre comerciantes de diferentes segmentos.
Para o JPMorgan Payments, o acordo reforça a estratégia de ampliar o portfólio de soluções oferecidas aos clientes corporativos. “Os comerciantes estão buscando maneiras de oferecer experiências de pagamento que atendam às expectativas dos consumidores. Trabalhar com a Klarna amplia as opções disponíveis para nossos clientes”, disse Drew Douglas, Head de Merchant Services Partnerships do banco.
O anúncio acontece menos de um ano após a Klarna abrir capital na Bolsa de Nova York. Em setembro de 2025, a fintech precificou seu IPO em US$ 40 por ação, levantando cerca de US$ 1,37 bilhão com a oferta de 34,3 milhões de papéis e alcançando um valuation de aproximadamente US$ 15,1 bilhões. As ações passaram a ser negociadas sob o ticker KLAR, marcando uma das maiores estreias de tecnologia em Wall Street em 2025.
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