
Pela primeira vez tantas cinco gerações diferentes dividem o mesmo ambiente de trabalho – baby boomers, geração X, millennials, geração Z e geração alpha. E todas têm um desejo em comum: líderes preparados para acolher diferenças, reduzir tensões e criar ambientes seguros. É o que revela uma pesquisa da Serasa Experian conduzida com 1.526 profissionais brasileiros.
Os dados da Serasa revelam que cada geração prioriza benefícios diferentes, muitas vezes por conta dos momentos distintos na carreira – o que também acaba mudando o tipo de líder preferido.
“Cada geração chega ao trabalho com expectativas diferentes, mas todas reconhecem o valor do respeito, do equilíbrio e da escuta. O papel da liderança é criar um ambiente onde essas diferenças se complementem e onde as pessoas se sintam seguras para contribuir”, diz em comunicado Fernanda Guglielmi, gerente de recursos humanos da Serasa Experian.
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A geração Z, por exemplo, valoriza benefícios tradicionais como saúde (74,3%), mas atribui mais peso a alimentação e descontos. Para os jovens ingressando no mercado de trabalho, uma liderança que ofereça orientação clara, acolhimento e oportunidades de aprendizagem é importante.
Já os millennials buscam mais equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Valorizam alimentação (77,6%), educação (42,5%) e autonomia, benefícios que se conectam diretamente ao que esperam dos gestores: equilíbrio, clareza e escuta ativa.
A geração X aparece como ponte entre estabilidade e inovação, priorizando saúde (86,8%), benefícios financeiros (48,8%) e educação (40,3%). Esse é o grupo que cresceu em um mercado de trabalho mais rígido, mas aprendeu a se adaptar, e atualmente espera líderes que promovam trocas reais de experiência.
Entre os baby boomers, saúde (88,2%) e benefícios financeiros (63%) seguem como prioridades, reflexo de quem viveu estruturas mais tradicionais e reconhece a importância de segurança na carreira. Mesmo assim, também são os que demonstram maior abertura à convivência multigeracional.
A pesquisa não cita a geração alpha, ainda formada em sua maior parte por crianças e adolescentes – alguns deles estagiários e jovens aprendizes.
Saúde mental
A geração Z é a que mais relata vulnerabilidade, com 24,6% dizendo que acreditam que as empresas investem no tema, e 54,5% não se sentem confortáveis para falar sobre saúde emocional. Outros 41,7% admitiriam omitir esse histórico em entrevistas.
Já os Millennials trazem uma visão intermediária: 30,6% dizem se sentir à vontade para falar de saúde mental, mas metade ainda percebe desconforto no ambiente de trabalho. E 46,3% apontam a necessidade de líderes preparados para tratar do tema com naturalidade e consistência.
Na geração X, 50,9% dizem perceber práticas reais de acolhimento nas empresas e 42,7% acreditam que colaboradores afastados por motivos emocionais são tratados de forma igual aos demais. Os baby boomers são os que mais dizem se sentir confortáveis para falar sobre saúde mental (29,1%) e os que mais se interessam por programas segmentados por faixa etária (49,6%).
Entre as medidas consideradas mais eficazes para melhorar a saúde mental no trabalho, a principal é a adoção de práticas que inibam excessos e assédios morais por parte das lideranças (50,7%), seguida por jornadas de trabalho flexíveis (46%) e capacitação de gestores para conversas abertas sobre bem-estar (45,9%).
Sobre equilíbrio entre vida pessoal e profissional, o levantamento aponta práticas voltadas à preservação da saúde mental em primeiro lugar (44%), seguidas por benefícios estruturantes para múltiplas fases da vida, como a licença maternidade de seis meses ou mais (43%), horários flexíveis (39%) e a licença paternidade ampliada (34%).
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