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Os sócios da Maggu AI, da esquerda para a direita: Luiz Andrade, Rérica Lins, Felipe Trevisan, Pedro Magela e Reslley Gabriel. | Foto: divulgação
Os sócios da Maggu AI, da esquerda para a direita: Luiz Andrade, Rérica Lins, Felipe Trevisan, Pedro Magela e Reslley Gabriel. | Foto: divulgação

Se IA é a tendência do momento em diversos setores, a Maggu AI encontrou um segmento para chamar de seu. Com sua solução de copiloto de IA para apoiar atendentes de farmácias, a empresa aumentou sua base de clientes cerca de vinte vezes no último ano, um crescimento que chamou a atenção dos fundos. Aliás, a startup acabou de levantar uma nova rodada seed, no valor de R$ 22 milhões.

O deal, que avalia a Maggu em R$ 138 milhões, foi liderado pela DGF Investimentos, com participação da Norte Ventures e IC Ventures como novos entrantes do captable. A Latitud e Airborne Ventures, que já tinham investido na empresa em uma rodada pré-seed (de valor não divulgado) em 2024, fizeram o follow-on.

Com a injeção de capital, o plano da Maggu é, além de aperfeiçoar sua plataforma de IA, acelerar ainda mais o ritmo de adoção da sua solução, que hoje está presente em cerca de 17,5 mil farmácias. Desse total, 2,2 mil lojas já operam ativamente a plataforma, enquanto as demais estão em fase de ativação técnica e rollout.

Em conversa com o Startups, o sócio-fundador Felipe Trevisan destacou que esse crescimento inicial se deu principalmente na adoção junto a pequenas e médias farmácias, interessadas em novas tecnologias e com ciclos de adoção e implementação mais rápidos. Segundo o executivo, essa validação ajudou a abrir portas para a busca de contratos maiores.

“Hoje já estamos em conversas avançadas com grandes redes nacionais de varejo farmacêutico, e queremos fechar o primeiro contrato de grande porte dentro de 30 a 60 dias”, revela Felipe.

Com o sprint de crescimento, o plano da Maggu é fechar o ano com cerca de 2 mil farmácias sendo adicionadas à base de clientes mensalmente – atualmente são cerca de 500 todo mês. Até o fim de 2027, o objetivo é chegar perto dos 30 mil estabelecimentos utilizando a plataforma ativamente. “É uma meta ambiciosa, mas factível”, pondera o executivo, ciente do fato que tal estimativa corresponde a 30% do varejo farmacêutico no país.

Um copiloto para os balconistas

O sistema da Maggu atua como um copiloto de IA para a equipe da farmácia, apoiando a decisão no balcão em tempo real e fortalecendo a atenção farmacêutica. Para isso, a IA da plataforma foi alimentada com dados técnicos, bulas e outras informações relevantes sobre mais de 1,6 milhão de produtos vendidos em farmácias pelo país.

Conforme explica o sócio Pedro Magela, o produto da startup se integra aos sistemas de gestão das farmácias, se encaixando como uma camada de inteligência embarcada no fluxo de atendimento, melhorando a qualidade do atendimento e aumentando a satisfação do consumidor.

“Entrevistamos mais de 100 atendentes de farmácia e constatamos que eles não conseguem responder mais do que duas perguntas sobre a maioria dos produtos. Isso acontece porque a maior parte deles não é farmacêutico. Inclusive, é difícil até para os farmacêuticos saber tudo sobre todos os produtos. É humanamente impossível saber tudo e responder de bate-pronto, e nossa solução traz esse apoio na hora de informar o consumidor”, pontua.

Felipe complementa: “Por exemplo, tem tratamento para antirrugas que é ácido, e a pessoa não pode sair no sol após aplicá-lo. São coisas que são importantes de ser ditas para garantir o melhor uso do produto. Então, esse bom atendimento acaba gerando um impacto positivo para a farmácia”.

Série A e internacionalização

A Maggu AI é produto de diversos fundadores de segunda viagem. Felipe foi fundador da Vuxx, logtech comprada pela Box Delivery, que depois foi adquirida pelo Rappi. Já o cofundador Luiz Andrade foi cofundador da Tevec, startup de IA para varejo comprada em 2022 pela Infracommerce. Outros dois fundadores, os mineiros Pedro Magela e Ressley Gabriel, criaram a SnackIn, startup de mercados autônomos que teve parte de sua operação adquirida pela Shopper. Rérica Lins, executiva com experiência no varejo farmacêutico, completa o quadro de sócios.

Segundo Felipe, esse track record ajudou a companhia a abrir portas e validar sua solução com clientes e investidores. Aliás, com o roadmap de crescimento esperado para os próximos meses, a Maggu tem planos de fazer a sua série A ainda este ano.

“Tem espaço para expandir muito mais, e rápido, pois estamos vendo uma adesão muito grande com os donos de farmácia. A cada 10 conversas com donos, nove fecham conosco de primeira. Nosso maior desafio foi menos e de vender e mais o de escalar o nosso ritmo de onboarding”, dispara Felipe.

Além do plano de escala no território brasileiro, a Maggu também tem seus olhos voltados a oportunidades no mercado latino-americano – um universo de quase 300 mil farmácias, mais do que o triplo do que se tem no Brasil. Entretanto, segundo Felipe, o momento é de dar um passo de cada vez.

“A gente tem a meta primeiro de atingir o maior número de farmácias possível no Brasil nos próximos 12 a 18 meses, e talvez no fim do ano que vem fazer um primeiro piloto no México”, finaliza.

O post Maggu levanta R$ 22M para levar IA ao balcão das farmácias apareceu primeiro em Startups.