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Rony Meisler | Arte: Startups
Rony Meisler | Arte: Startups

Todo negócio é feito de ciclos e tão importante quanto começar é saber a hora de sair. Rony Meisler, fundador da Reserva, sabe disso mais do que ninguém. Neste episódio do podcast MVP ele conta, pela primeira vez desde que deixou a Arezzo, o que aprendeu em cada fase dessa jornada.

A história começa em 2004, com a abertura da primeira loja da Reserva no Rio de Janeiro. Nos anos seguintes, a marca do pica-pau cresceu sem capital externo, com lucro em quase todos os anos de operação. Em 2020, a Arezzo adquiriu a Reserva por R$ 715 milhões, e Rony aceitou o que chama de “o maior desafio da vida até aqui”: tornar-se executivo de uma empresa pela primeira vez.

Antes da venda, Rony havia estagiado brevemente na Accenture e depois empreendeu diretamente, sem nunca ter trabalhado em um cargo executivo. “A minha praia é geração de valor, recriação de marca, é máquina de venda”, conta ele, na conversa com Gustavo Brigatto, fundador do Startups.

Mesmo fora da zona de conforto, os resultados vieram. Sob sua liderança, a AR&Co — unidade de vestuário masculino da Arezzo que abrigava a Reserva e outras marcas como Reserva Mini, Oficina, Baw e Foxton — saltou de R$ 400 milhões para R$ 2 bilhões em faturamento.

O cenário ficou mais complexo quando a Arezzo anunciou, em 2024, a fusão com o Grupo Soma, criando a Azzas 2154, um gigante com faturamento combinado de mais de R$ 12 bilhões, 34 marcas e mais de 21 mil funcionários. Em agosto do mesmo ano, a Azzas comunicou que Rony e os três outros fundadores da Reserva — Fernando Sigal, Jayme Nigri Moszkowicz e José Alberto da Silva — deixariam suas posições executivas ao término de seus contratos, em dezembro.

A saída foi recebida pelo mercado como um sinal de que os fundadores e a nova estrutura corporativa não estavam convergindo na mesma direção. “Era só um lugar de mundo que a gente não concordava tanto. A gente não se encaixava nesse lugar de mundo”, admite Rony, sem entrar em detalhes.

Segundo ele, em um determinado momento os sócios perceberam que era preciso encerrar o ciclo e deixar de ser gestores para voltar a fazer o que realmente gostavam, que era empreender.

Desde então, Rony vem construindo uma nova fase da sua jornada empreendedora. Das redes sociais, onde saiu de 250 mil para quase 1,2 milhão de seguidores, para uma nova rotina disciplinada de exercícios e meditação, os novos projetos foram sendo elaborados.

Hoje, à frente da Rebels Ventures, ele e os sócios já somam cerca de 10 investimentos em marcas de saúde, bem-estar e lifestyle. A The Simple Gym, rede de academias carioca com proposta wellness e foco no middle market, foi o primeiro aporte anunciado publicamente.

O interesse de Rony pela The Simple Gym surgiu a partir do Instagram, ao começar a ver muitas pessoas postando conteúdo na academia. “No mundo em que tudo vai se comoditizar, o que vai ser rei? Marca. Se você tem marca, você consegue estabelecer uma marca forte e usa bem a tecnologia e o serviço para escalar essa marca nesse mundo que surge — essa é a visão da Rebels”, diz ele.

Além dos investimentos, Rony lançou o Manual de Donos, uma escola de negócios por newsletter. A proposta é entregar conteúdo denso e aplicável para pequenos e médios empreendedores que, segundo ele, estão exaustos e sem ferramentas para gerir seus próprios negócios.

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O post Marca, marca, marca: o novo momento de Rony Meisler apareceu primeiro em Startups.