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A Mastercard anunciou essa semana a execução de uma série de testes de transações de pagamento agêntico com instituições financeiras na América Latina e no Caribe (LAC), incluindo Itaú e Santander no Brasil. Nesse tipo de transação, agentes de IA podem começar e terminar pagamentos em nome dos clientes, desde que com consentimento do titular do cartão e utilizando a infraestrutura de pagamentos já existente.

Segundo a Mastercard, as transações bem-sucedidas indicam que “pagamentos agênticos podem operar hoje, de forma segura e em larga escala, dentro da rede da Mastercard e em regiões prontas para sua adoção”. As transações foram realizadas em ambientes controlados usando infraestrutura específica da empresa, chamada de Mastercard Agent Pay.

Entre os processadores e emissores participantes na região estão o Banco de la Nación Argentina, o Banco Itaú, Bancolombia, Oriental Bank, Santander e Ueno, entre outras, que executaram transações com cartão de débito e crédito para a compra de produtos – foram testadas compras de maquiagem, acessórios de beleza e supermercados, entre outros.

A Mastercard diz que quase todos os emissores na América Latina estão habilitados com a tecnologia de “agentic tokens” da empresa, o que coloca a região em “posição favorável para adotar pagamentos agênticos em larga escala”. E alega que a execução dessas transações confirma “que a infraestrutura fundamental já está pronta para suportar o comércio baseado em IA em vários países”.

Segundo Andrea Scerch, presidente da Mastercard para a América Latina e o Caribe, os pagamentos agênticos são “uma mudança fundamental na forma como o comércio é iniciado e executado”. E que não se trata de “exercício de laboratório, nem plano para o futuro”, mas sim “transações reais acontecendo hoje em nossa rede”.

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Como funciona

Pagamentos agênticos permitem que agentes com IA pesquisem, recomendem e concluam transações em nome dos usuários. A Mastercard diz que os consumidores estão “sempre no controle”.

Cada transação do tipo utiliza tokens que prometem proteger as credenciais de pagamento armazenadas nos agentes de IA. Também há autenticação biométrica integrada (no caso da Mastercard, por meio de uma solução chamada Passkey). E a transação é informada passo a passo para emissores e comerciantes como sendo feita por um agente.

A Mastercard diz que também está integrando uma camada de segurança adicional chamada Verifiable Intent, desenvolvida especificamente para pagamentos agênticos, que promete criar um registro “inviolável” a fraudes que documenta o que o portador do cartão autorizou quando um agente de IA age em seu nome. Outro recurso é o Agent Pay Acceptance Framework, para exigir registro e verificação antes que qualquer transação ocorra na rede.

A empresa diz que pretende continuar trabalhando com parceiros na América Latina e no Caribe para expandir casos de uso, incorporar participantes e escalar os pagamentos agênticos.

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