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Geronimo Maspero e Nicolas Benenzon, cofundadores da Humand | Foto: divulgação
Geronimo Maspero e Nicolas Benenzon, cofundadores da Humand | Foto: divulgação

Para pisar no acelerador e expandir geograficamente, é preciso ter grana no caixa. E seguindo essa lógica, meses depois de anunciar sua chegada no mercado brasileiro, a HRTech argentina Humand acabou de levantar uma série A de US$ 66 milhões, em um deal liderado pela Kaszek Ventures e Goodwater Capital.

Segundo destacaram os fundadores Nicolas Benenzon e Geronimo Maspero em comunicado – e como dá para ver na comemoração dos dois na foto acima – o aporte é o maior valor levantado em uma série A de uma startup latina na história.

O deal também teve a participação da Y Combinator, Newtopia VC e de investidores de renome como Arash Ferdowsi (fundador da Dropbox), Marcos Galperin (fundador do Mercado Livre), Guillermo Rauch (fundador da Vercel), Sebastián Mejia (fundador da Rappi), Martin Varsavsky (fundador da Overture e de outros quatro unicórnios), Rajat Suri (fundador da Lyft), entre outros.

Em nota divulgada pela própria Humand, a injeção de fundos servirá tanto para a evolução da sua plataforma e na expansão da marca no Brasil e nos 51 países em que opera. Além disso, os recursos serão destinados à inovação com base em IA, para gerar novos casos de uso em clientes ao redor no mundo e também no Brasil, onde empresas como Magalu e MRV já utilizam a solução da HRTech.

Segundo o CEO Nicolas Benenzon, a rodada reforça a ambição da Humand para construir uma empresa global a partir da América Latina, acelerando a expansão do negócio. Vale lembrar que a Humand anunciou sua chegada oficial no Brasil em junho do ano passado, com a nomeação do executivo Leandro Oliveira como diretor para o país.

Na época, a empresa afirmou que tinha como grande plano aproveitar lacunas no atendimento de m dos principais players do mercado, o Workplace da Meta, e se estabelecer como uma solução abrangente no país, que combina comunicação, RH e cultura corporativa em um único aplicativo. Ela inclusive desenvolveu uma ferramenta para facilitar a migração de dados entre as plataformas.

“Esse investimento nos permite continuar desenvolvendo agentes de IA que ajudam os colaboradores a economizar até duas horas por dia. Enquanto o mundo avança rumo à automação e à inteligência artificial, milhões de pessoas ainda trabalham com processos ultrapassados. Essa é a oportunidade que a Humand se propôs a resolver”, afirmou Nicolas, em nota sobre a nova rodada.

Fundada em Buenos Aires em 2020, a Humand tem se destacado no mercado com uma plataforma de digitalização de forças de trabalho operacionais, principalmente em setores com trabalhadores longe de mesas, como manufatura, saúde, construção, transporte, hospitalidade, agricultura e educação.

Hoje a HRTech conta com mais de 1,6 milhão de usuários ativos globalmente, sendo 150 mil no Brasil, distribuídos em mais de 1,5 mil organizações. Além de clientes no Brasil como Magalu e MRV, a companhia tem em sua carteira clientes de atuação global como ArcelorMittal, OXXO, MINISO e Domino’s.

A empresa não divulgou números de faturamento em 2025, mas os fundadores revelaram em uma entrevista em 2024 que á epoca tinha uma receita anual de US$ 5 milhões.

Do lado da Kaszek, o investimento na Humand é uma aposta em um negócio com ambição de liderar mercados. Atualmente, trabalhadores operacionais representam cerca de 80% da força de trabalho global, aproximadamente 2,7 bilhões de pessoas, o que representa um grande mercado endereçável para a HRTech.

“A Humand entendeu essa realidade desde o primeiro dia e construiu, com IA, uma plataforma simples, integrada e sem fricções para equipes operacionais, conectando comunicação, RH e processos ao fluxo diário de trabalho”, avalia o investidor.

O post Meses após chegar no Brasil, Humand levanta US$ 66M apareceu primeiro em Startups.