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Fotografia de uma mão a segurar um smartphone que exibe o logótipo e o nome 'Meta AI' num ecrã branco. Ao fundo, desfocado, vê-se o logótipo azul em forma de infinito da empresa Meta, acompanhado de pequenos ícones das suas plataformas

A Meta iniciou uma nova rodada de demissões em sua divisão de inteligência artificial (IA), dispensando cerca de 600 funcionários, segundo confirmou um porta-voz à CNBC. O corte atinge equipes de infraestrutura, pesquisa e produtos ligados à área de IA, mas poupa o grupo de elite reunido recentemente sob a liderança do cientista Alexandr Wang.

A medida faz parte de um esforço para tornar a companhia mais ágil e menos hierárquica. Fontes ouvidas pela CNBC relataram que o setor era visto internamente como “inchado”, com disputas por recursos entre times de pesquisa, como o Fundamental Artificial Intelligence Research (FAIR), e grupos voltados a produtos comerciais.

As demissões reforçam o protagonismo de Wang, contratado em junho após a Meta investir US$ 14,3 bilhões na Scale AI, empresa da qual ele é fundador. O executivo foi escolhido por Mark Zuckerberg para comandar a recém-criada Meta Superintelligence Labs, unidade que reúne os principais pesquisadores e engenheiros da companhia.

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Nova geração de talentos

O grupo TBD Labs, responsável por boa parte das contratações estratégicas feitas no verão norte-americano, não foi afetado. Isso evidencia, segundo fontes internas, a aposta de Zuckerberg em novos talentos trazidos por Wang, em detrimento de profissionais mais antigos. Após os cortes, o laboratório de superinteligência da Meta deve contar com pouco menos de 3 mil funcionários.

Os trabalhadores demitidos receberam aviso prévio de um mês e permanecerão em “período de aviso não trabalhado”, durante o qual terão acesso a benefícios e poderão buscar novas oportunidades dentro da empresa. O pacote de desligamento inclui 16 semanas de salário, mais duas semanas adicionais por ano de serviço.

Pressão e mudanças na estratégia

Zuckerberg estaria frustrado com o desempenho recente da área de IA, especialmente após o lançamento dos modelos Llama 4, em abril, que receberam resposta morna da comunidade de desenvolvedores. A expectativa é que a nova estrutura, sob comando de Wang e do ex-CEO do GitHub, Nat Friedman, acelere o avanço da Meta rumo à chamada “superinteligência artificial”.

A empresa vem destinando bilhões de dólares à expansão de infraestrutura e contratação de especialistas, numa corrida para alcançar rivais como OpenAI, Google e Microsoft. No segundo trimestre, a Meta elevou sua projeção de despesas anuais para 2025, entre US$ 114 bilhões e US$ 118 bilhões, e já prevê aumento ainda maior em 2026, impulsionado pelos investimentos em IA.

Na véspera do anúncio das demissões, a Meta revelou um acordo de US$ 27 bilhões com a Blue Owl Capital para financiar e construir o data center Hyperion, em Louisiana. Segundo Zuckerberg, o complexo será tão grande que ocupará “boa parte da área de Manhattan”.

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