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Uma fotografia mostra um homem sorridente com cabelo encaracolado e óculos, vestido de forma casual, com uma camisa preta estampada com um texto colorido. Ao lado dele, parcialmente visível, está o logótipo da empresa "Meta" sobre um fundo branco. A imagem combina o rosto do homem em destaque e o nome da empresa em plano de fundo.

A Meta anunciou nesta quinta-feira (23) a demissão de aproximadamente oito mil postos de trabalho, o equivalente a 10% de seu quadro global. A decisão acompanha uma virada estratégica da empresa: neste ano, a companhia deve destinar US$ 135 bilhões à inteligência artificial (IA), valor semelhante ao total investido na área nos três anos anteriores somados, segundo a BBC, que teve acesso ao comunicado interno enviado aos funcionários.

Além dos desligamentos, a Meta informou que deixará de preencher milhares de vagas que estavam abertas em processo seletivo.

O que motivou os cortes

O principal argumento da empresa é que ferramentas de IA tornaram as equipes significativamente mais produtivas. Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta, havia antecipado os cortes ainda em janeiro, ao afirmar que um único profissional já consegue entregar projetos que antes exigiam times inteiros.

“Acho que 2026 vai ser o ano em que a IA vai começar a mudar drasticamente a forma como trabalhamos”, disse Zuckerberg.

Esta será a maior rodada de demissões da empresa desde 2023. Desde 2022, a Meta já eliminou dezenas de milhares de postos em sucessivas ondas de cortes, embora tivesse retomado contratações nos anos seguintes.

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Na mesma semana do anúncio, a Meta comunicou aos funcionários que passará a registrar as interações com computadores corporativos para treinar seus modelos de IA. A medida gerou reações. Um colaborador descreveu a iniciativa como “distópica” em declaração à BBC, diante do contexto de demissões iminentes.

“Esta empresa ficou obcecada com IA”, afirmou o funcionário, que não foi identificado.

Setor de tecnologia enfrenta onda de demissões

A Meta não é caso isolado. Diversas empresas de tecnologia promoveram cortes expressivos em 2026, citando o avanço da IA como fator determinante. A Amazon demitiu mais de 30 mil pessoas; a Oracle, mais de dez mil; e a Snap cortou cerca de mil funcionários. Também na quinta-feira, a Microsoft anunciou um programa de demissão voluntária para colaboradores com maior tempo de casa.

O padrão se repete: em praticamente todos os casos, executivos apontaram o aumento dos investimentos em IA como justificativa para a redução de pessoal.

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