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A imagem mostra um smartphone exibindo uma pasta com aplicativos da Meta, sobre um fundo com o logotipo da empresa em azul. Detalhes principais: Tela do dispositivo: Título da pasta: Meta Aplicativos visíveis: Facebook (ícone azul com “f”) Instagram (ícone colorido em degradê) WhatsApp (ícone verde com balão de conversa) Messenger (ícone roxo e azul) Threads (ícone preto com símbolo branco) Meta Quest (ícone branco com símbolo preto) Contexto visual: O fundo apresenta o logotipo da Meta em azul, parcialmente visível, reforçando a identidade da marca. Iluminação e cores: Tons claros e neutros na tela do smartphone contrastando com o azul vibrante do fundo, criando uma composição limpa e moderna. (Meta)

A Meta Platforms caminha para assumir a liderança global em receita de publicidade digital, superando pela primeira vez a Alphabet, controladora do Google, segundo projeções de mercado.

De acordo com estimativas da consultoria Emarketer, divulgadas pela Reuters, a Meta deve alcançar cerca de US$ 243,46 bilhões em receita publicitária em 2026, ligeiramente acima dos US$ 239,54 bilhões projetados para o Google. A mudança sinaliza uma inflexão relevante em um mercado historicamente dominado pelo buscador.

O avanço da Meta tem sido sustentado principalmente por soluções baseadas em inteligência artificial, como o pacote Advantage+, que automatiza a criação e otimização de campanhas. A ferramenta tem ampliado a adesão de anunciantes ao simplificar processos e melhorar o retorno sobre investimento em marketing.

Segundo análise da Emarketer, citada pela Reuters, o desempenho da companhia valida estratégias adotadas nos últimos anos, especialmente a aposta em automação e personalização em escala.

Crescimento mais acelerado

Um dos fatores centrais para a possível virada está na diferença de ritmo entre as empresas. A Meta deve crescer 24,1% em 2026, acima dos 22,1% registrados no ano anterior. Já o Google deve manter uma expansão mais moderada, em torno de 11,9%.

Além da performance em suas plataformas tradicionais, a Meta tem ampliado sua presença no mercado publicitário com novos formatos e canais. A introdução de anúncios no WhatsApp e no Threads abriu novas frentes de monetização, intensificando a disputa com outras plataformas digitais.

O Instagram segue como peça central nessa estratégia, especialmente com o crescimento do Reels, que disputa atenção com vídeos curtos de plataformas como o TikTok e o YouTube Shorts.

Concentração do mercado

Apesar da disputa direta entre Meta e Google, o mercado de publicidade digital continua altamente concentrado. Juntas, Meta, Google e Amazon devem responder por cerca de 62,3% de todo o investimento global em anúncios digitais em 2026.

Esse cenário tende a se intensificar em períodos de incerteza geopolítica e econômica, quando anunciantes priorizam plataformas com maior escala e previsibilidade de retorno.

Empresas menores, como Snap e Pinterest, aparecem como as mais vulneráveis nesse contexto, já que são mais suscetíveis a cortes de orçamento por parte dos anunciantes.

Expansão e novos formatos

A Meta também tem ampliado sua atuação em diferentes frentes para sustentar o crescimento. A integração de publicidade em múltiplas plataformas, aliada ao uso intensivo de dados e IA, permite maior segmentação e eficiência nas campanhas.

Ao mesmo tempo, a empresa enfrenta concorrência crescente em formatos de alto engajamento, como vídeos curtos, onde disputa espaço com players consolidados e novas plataformas emergentes.

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Mesmo com desafios no campo jurídico incluindo decisões recentes envolvendo plataformas digitais, a Emarketer avalia que esses fatores não devem alterar significativamente as projeções de curto prazo para o mercado publicitário.

O levantamento considera dados consolidados antes dessas decisões, indicando que o crescimento da Meta está mais ancorado em fundamentos operacionais e na evolução de seus produtos do que em variáveis externas imediatas.

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