
A Microsoft vai oferecer planos de demissão voluntária aos funcionários da companhia nos Estados Unidos, informou a rede de televisão CNBC nesta quinta-feira (23). Essa será a primeira vez nos 51 anos de história da companhia que esse tipo de pacote de incentivo para desligamentos acontece.
O chamado “programa único de aposentadoria”, que teria sido anunciado em um memorando, estará disponível para trabalhadores em cargos de diretor sênior ou inferiores cuja soma da idade com os anos de empresa seja 70 ou mais. Por exemplo, um funcionário que tenha 45 anos de idade e 25 de empresa.
De acordo com a reportagem, cerca de 7% dos funcionários da Microsoft nos EUA seriam elegíveis. A informação foi obtida com uma pessoa familiarizada com os planos que pediu anonimato porque o número não está sendo divulgado publicamente.
Funcionários elegíveis e seus gestores receberão detalhes em 7 de maio. Aqueles com planos de incentivo em vendas não poderão participar.
No ano passado, a Microsoft havia realizado a maior demissão em massa em dois anos, desligando mais de 6.500 pessoas, também segundo a CNBC. Em 2023, a companhia havia demitido cerca de 10 mil funcionários.
Enquanto, no passado, os cortes vinham com a justificativa de trazer maior eficiência e reduzir as camadas de gestão, agora as demissões ganham novos contornos com o avanço da inteligência artificial.
A Microsoft e outras big techs, como Alphabet e Amazon, têm aumentado seus investimentos em data centers para oferecer aos clientes de nuvem capacidade computacional suficiente para rodar modelos de IA generativa, e ampliando gastos para sustentar a crescente demanda por inteligência artificial. Ao mesmo tempo, o mercado tem pressionado as ações de empresas de software, em meio à preocupação de que ferramentas de programação baseadas em IA, como as da Anthropic e OpenAI, possam reduzir a relevância ou afetar os modelos de negócios de companhias já consolidadas.
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