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Extensa fazenda solar com múltiplos painéis fotovoltaicos refletindo a luz do sol ao entardecer. O cenário é rodeado por vegetação e colinas ao fundo, sob um céu azul com algumas nuvens. A imagem transmite a ideia de energia renovável e sustentabilidade (desafios regulatórios)

O Itaú Unibanco anunciou nessa quarta-feira (22) que liderou uma rodada de investimento série A para a Minter, empresa de infraestrutura digital que constrói data centers para mineração de criptomoedas com base em energia renovável. A rodada de valor não revelado também contou com a participação da Leste Group, da Legend Capital e de investidores individuais.

Com o investimento, a empresa pretende ampliar portfólio no Brasil e, em paralelo, iniciar um movimento de expansão internacional, principalmente no mercado norte-americano, onde a infraestrutura desenvolvida para mineração digital e IA.

Fundada em 2023, a Minter foi criada por executivos que passaram por empresas do segmentos de criptoativos, incluindo Hashdex, CleanSpark, Kapitalo, ATL Data Centers, Base Exchange e Flowa Technologies. A empresa busca aproveitar excedentes de energia renovável vindos das chamadas “fontes intermitentes”, ou seja, aquelas geradas de forma não contínua, como solar e eólica.

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O excedente dessa energia nem sempre pode ser aproveitado pelo sistema nacional, gerando episódios de corte obrigatório, os “curtailment”. Nesses casos, mesmo tendo capacidade para produzir eletricidade, essas usinas são instruídas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a reduzir ou interromper a geração.

A proposta da Minter é mitigar os impactos do problema instalando data centers próximos de usinas renováveis afetadas por cortes. Por estarem no próprio ponto de geração, essas estruturas conseguem absorver a eletricidade que seria objeto de curtailment e podem ser desligadas rapidamente quando houver necessidade de injeção de energia na rede.

“Essa é uma ferramenta que inverte a lógica tradicional do setor elétrico. Em vez de levar energia até o consumidor, levamos o consumidor até o ponto de geração”, explica em comunicado Stefano Sergole, CEO da Minter.

Para o Itaú e segundo o próprio banco, o investimento servirá para o desenvolvimento de produtos e serviços de ativos digitais. Entre as possibilidades em estudo estão soluções de liquidação e custódia dos bitcoins minerados, além da discussão sobre acesso a ativos recém-minerados com origem em energia renovável (sem histórico anterior de transações). É o chamado “Bitcoin clean”.

“O Itaú avalia oportunidades no ecossistema de ativos digitais de maneira criteriosa, priorizando segurança, conformidade e aplicação prática para o cliente. Este movimento está em linha com o mandato do Itaú Ventures de investir em inovação estratégica com sinergia com os negócios do banco”, diz Phillippe Schlumpf, superintendente do Itaú Ventures.

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