
Amplamente considerada a maior revolução tecnológica que a humanidade está vivenciando, a inteligência artificial (IA) entrou em uma nova fase de evolução: a era dos agentes autônomos.
Neste cenário, ecossistemas agênticos mudam a infraestrutura de negócios, focando em colaboração entre agentes de IA e humanos para alcançar metas, automatizar fluxos de trabalho completos e otimizar custos. E a questão que passa a tirar o sono de CEOs e CIOs é como liderar essa corrida.
“Não há um veredito sobre quem vai sair à frente, mas uma corrida em relação à qualidade de modelos e infraestrutura”, afirmou Fabio Coelho, CEO do Google Brasil durante painel realizado neste sábado (18), no IT Forum Trancoso 2026, com mediação de Déborah Oliveira, diretora de conteúdo e editora-chefe do IT Forum.
Para o executivo, a equação é simples: competência técnica + responsabilidade + confiança. Trata-se de quem der a melhor resposta, resolver problemas reais, interpretar o ecossistema de empresas e agentes, e ainda, quem conseguir olhar não apenas para o passado, mas também para o futuro.
Na visão de Cesar Gon, CEO da CI&T, 2026 é o ano da camada de experiência, onde vemos novas possibilidades tecnológicas se fundirem com novos comportamentos do consumidor. “Estamos entrando na era da reinvenção da experiência e o próximo passo será rever os modelos de negócio, a maneira como as empresas se organizam hoje”, declarou.
A liderança na era agêntica
Com a evolução da IA, não foi somente a tecnologia que mudou. O papel do líder se transformou do controle e previsibilidade na coordenação de tarefas para um orquestrador de inteligências humanas e artificiais com foco em propósito e gestão estratégica de um ecossistema híbrido.
Para Rodolfo Eschenbach, presidente para Brasil e América Latina da Accenture, na era agêntica a liderança é um dos principais pilares para garantir casos de diferenciação. “Além de uma liderança focada em uma estratégia do que fazer e como fazer sentido ao negócio, escolher a ferramenta certa e ter uma base de dados bem construída e organizada também são fundamentais”, disse.
Marcelo Braga, presidente da IBM Brasil, acrescentou que cada profissional tem um somatório de expertise e capacidade de entrega que não adianta ser centralizado, precisa ser coletivo pois ninguém mais é dono da verdade. “Entramos agora numa era de escala e retorno. Neste cenário, a liderança deve ter a mentalidade aberta para entender que o mundo mudou e continua mudando muito rápido”, finalizou.
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