
*Por Nicolau Ramalho, cofundador da Noleak
Os algoritmos de IA não são uma ferramenta, que você contrata para sua empresa com um objetivo específico, detalhado e com entregáveis claros. Assim como quando contratamos pessoas, os algoritmos precisam de ambientação, compreender e seguir a cultura corporativa, precisam de limites e, principalmente, demandam treinamento, formação e estão sempre carentes de novas instruções ou validações para seguir em melhoria contínua. Isso pede uma nova forma sobre como lidamos com tecnologia no trabalho, fomentando inclusive a criação de novos cargos e funções no mercado.
A grande maioria das automações completas nas empresas falham. A Google não construiu um modelo de negócio 100% autônomo na revolucionária Waymo, que está disruptando o transporte público nos EUA. Seus veículos não performam no limite possível da automação veicular, eles ainda precisam do humano em situações extremas para resolução de problemas. Assim deve ser considerada a contratação de IA para transformação digital de negócios e mercados.
Obrigatoriamente, precisamos criar parâmetros de atuação com pontos de revisão constante. O olhar humano com suas características essenciais (criatividade, pensamento estratégico e consciência) é fundamental para auditar, treinar e orientar a tecnologia, e isso demanda um novo tipo de funcionário que compreende o seu valor como “coach” da IA.
Não vivemos mais em um mundo binário, onde o trabalho deve ser feito por uma pessoa ou uma tecnologia. A IA está pavimentando o caminho para que cada vez mais ele seja um equilíbrio entre algoritmos e o humano, assim como já são nossas relações no trabalho desde sempre! Dito isso, é natural que as empresas busquem profissionais que tenham essa capacidade, de treinar a máquina para melhor executar sua função.
A abordagem sobre contratação de tecnologia deve ser como quando contratamos um novo funcionário, com grande capacidade, conhecimento e potencial, mas precisa ser orientado, treinado e receber feedback constante para continuar sua evolução no mercado de trabalho.
Esses minions digitais dão trabalho, mas devem ser tratados assim, como um novo funcionário entrando na empresa. Em qual departamento eles vão entrar? Quem serão seus colegas de trabalho e gerente? Estou considerando a diversidade (tecnológica)? Qual o limite de responsabilidade que ele deve assumir neste momento? Como apresentá-lo à cultura da empresa? Como promover a interação dele com outras áreas? Essas são questões fundamentais que vão garantir a adequada ascensão na carreira deste novo funcionário em sua empresa.
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