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Imagem conceitual de inteligência artificial mostrando uma mão humana segurando hologramas digitais que representam um robô com ícone de IA, gráficos de progresso e uma barra de comando. Ao fundo, uma pessoa desfocada segura um celular, simbolizando a integração da IA na tecnologia móvel e nas interações digitais, agentes de ia, agente

No Brasil, 98% das empresas estão levando projetos com inteligência artificial para produção, sendo que 56% afirmam que mais da metade são bem-sucedidos. E quase todas (96%) já utilizam agentes de IA em alguma capacidade, enquanto 97% estão explorando estratégias de IA agêntica em escala.

É o que revela o estudo global State of AI Development 2026, da OutSystems, divulgado recentemente.

Segundo os autores, as empresas avançaram da experimentação para a execução em projetos de IA, e os dados indicam uma transição de projetos-piloto para produção. Foram ouvidos cerca de 1.900 líderes de TI em diferentes regiões do mundo, 315 deles no Brasil.

Nem tudo são flores, no entanto: a governança não tem acompanhado esse ritmo de adoção, e 94% se disseram preocupados em alguma medida com a proliferação desordenada de IA nas companhias, o que aumenta complexidade, débito técnico e riscos de segurança. Apenas uma “pequena parcela” diz ter adotado uma abordagem centralizada de governança de IA agêntica.

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“Os dados do relatório mostram uma mudança fundamental, em que desenvolver software e construir sistemas de IA passam a ser atividades inseparáveis”, diz em comunicado Woodson Martin, CEO da OutSystems. “À medida que as organizações avançam para um modelo de ‘sistema de agentes’, o desafio (…) passa a ser a criação de uma base arquitetural sólida capaz de coordenar esses sistemas inteligentes complexos e gerar produtividade real”.

Dificuldades e desafios

Segundo os autores, no caso brasileiro a integração com sistemas legados é a principal capacidade necessária para expandir o uso da IA. E os principais motivos que atrapalham projetos de desenvolvimento de aplicações estão a dificuldade de integração com sistemas existentes (40%), a preferência por soluções SaaS ou pacotes prontos (34%) e preocupações com governança ou conformidade (32%).

O impacto de sistemas legados ou dados fragmentados são apontados por 31% dos entrevistados. Além disso, apenas 20% dos tomadores de decisão no Brasil indicam a falta de habilidades internas como um entrave, menor índice entre os fatores analisados.

Agentes de IA

De acordo com o relatório da OutSystems, 49% classificam suas capacidades em IA agêntica como avançadas ou especializadas. O nível de maturidade varia por região, com o Brasil classificado em nível intermediário. Organizações dos setores financeiro e de tecnologia registram maiores níveis de implementação.

O impacto da IA agêntica é mais evidente nas áreas de TI e desenvolvimento de software: 31% dos entrevistados afirmam que a IA já é parte integrante das práticas de desenvolvimento, e 42% incorporaram a tecnologia em fases específicas do ciclo de criação de software. No Brasil, 62% dos entrevistados apontam o desenvolvimento assistido por IA generativa como principal abordagem.

É possível obter uma cópia do relatório (em inglês, mediante cadastro) nesse link.

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