
A partir desta segunda-feira (02), entram em vigor as novas regras de segurança para o Pix do Banco Central (BC). A versão 2.0 do chamado mecanismo de devolução do Pix será obrigatória para todos os bancos e promete viabilizar a restituição em casos de fraude e de falha operacional.
Antes, a devolução só podia ser feita a partir da conta usada na fraude. No entanto, como os golpistas costumam sacar ou transferir rapidamente o dinheiro para outras contas, perdendo a possibilidade de rastreio, a nova fase do Pix rastreará com mais precisão o caminho do dinheiro e permitirá que valores desviados sejam recuperados mesmo após deixarem a conta original do golpista.
Leia mais: Estratégias distintas de M&A no mercado de tecnologia
De acordo com o BC, a medida aumentará a identificação de contas usadas em fraudes e a devolução de valores, ajudando a desestimular esse tipo de crime. A expectativa é de que o compartilhamento dessas informações ajudem a impedir que essas contas sejam usadas em novas fraudes.
Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre julho de 2024 e junho de 2025, cerca de 24 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes financeiros envolvendo Pix, resultando em um prejuízo estimado em quase R$ 29 bilhões. “Essa identificação vai ser compartilhada com os participantes envolvidos nas transações e permitirá a devolução de recursos em até 11 dias após a contestação”, afirmou o Banco Central ao anunciar as alterações, no ano passado.
*com informações do g1
Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!


