
A OpenAI anunciou nesta sexta-feira (27) uma captação de US$ 110 bilhões, que avalia a companhia em US$ 730 bilhões pré-money. A rodada reúne investimentos de três gigantes de tecnologia: a Amazon aportou US$ 50 bilhões, enquanto Nvidia e SoftBank investiram US$ 30 bilhões cada. Segundo a OpenAI, o round permanece aberto, com expectativa de entrada de novos investidores ao longo do processo.
No comunicado oficial, a companhia afirma que a inteligência artificial de fronteira está entrando em uma nova fase, deixando de ser restrita à pesquisa para se tornar parte do uso cotidiano em escala global. De acordo com a empresa, a liderança nesse cenário será definida por quem conseguir escalar infraestrutura com rapidez para atender à demanda e transformar essa capacidade em produtos amplamente utilizados.
Essa diretriz aparece de forma clara nos acordos anunciados junto com a rodada. A OpenAI firmou novas parcerias de infraestrutura com Amazon e Nvidia, reforçando um modelo já adotado em captações anteriores, no qual parte relevante do investimento tende a ocorrer na forma de serviços e capacidade computacional, e não apenas em recursos financeiros, embora a empresa não tenha detalhado essa divisão.
A captação atual supera com folga a rodada anterior da OpenAI, encerrada em março de 2025, quando a empresa levantou US$ 40 bilhões a uma avaliação de US$ 300 bilhões, então considerada a maior rodada privada já registrada.
Para se ter uma ideia da dimensão do aporte, os US$ 110 bilhões levantados pela OpenAI se aproximam do PIB nominal de países inteiros. De acordo com dados de 2023 do World Bank, o valor é semelhante ao tamanho das economias de Sudão (US$ 109 bilhões), Omã (US$ 109 bilhões) e Quênia (US$ 108 bilhões). Outros países que aparecem na mesma faixa, entre US$ 100 bilhões e US$ 120 bilhões, incluem Guatemala (US$ 104 bilhões), Bulgária (US$ 102 bilhões) e Uzbequistão (US$ 102 bilhões).
Com os recursos, além de acordos bilionários de infraestrutura, a OpenAI reforça sua aposta na expansão acelerada da capacidade computacional como elemento central para sustentar a adoção global de seus modelos e serviços de inteligência artificial.
Parceria com gigantes
No acordo com a Amazon, a OpenAI planeja desenvolver um novo “ambiente de runtime com estado”, no qual seus modelos irão operar dentro da plataforma Amazon Bedrock. A empresa também ampliou em US$ 100 bilhões o compromisso previamente anunciado com a AWS, que previa US$ 38 bilhões em serviços de computação.
Como parte desse acordo, a OpenAI se compromete a consumir pelo menos 2 GW de capacidade de computação com chips AWS Trainium, além de desenvolver modelos personalizados para dar suporte a produtos de consumo da Amazon.
“Temos desenvolvedores e empresas ansiosos para rodar serviços baseados nos modelos da OpenAI na AWS”, afirmou o CEO da Amazon, Andy Jassy, em nota. Segundo ele, a colaboração em torno desses novos ambientes de execução deve ampliar o potencial de aplicações e agentes de inteligência artificial criados por clientes.
Parte do investimento da Amazon será liberada nos próximos meses, quando determinadas condições forem atendidas. A OpenAI não detalhou quais são esses critérios.
No caso da Nvidia, a OpenAI divulgou menos detalhes sobre a parceria, mas informou ter se comprometido a utilizar 3 GW de capacidade dedicada para inferência e 2 GW para treinamento em sistemas Vera Rubin.
A participação da Nvidia vinha sendo alvo de especulações nos últimos meses, especialmente após rumores iniciais de um aporte maior. Em janeiro, o CEO da companhia, Jensen Huang, afirmou publicamente que a empresa continuaria investindo de forma significativa na OpenAI e destacou sua confiança no trabalho desenvolvido pela organização.
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