Skip to main content

Imagem com o logótipo da empresa Oracle em letras vermelhas, exibido num ecrã escuro de um dispositivo (provavelmente um smartphone) em primeiro plano. Ao fundo, desfocado, vê-se um gráfico financeiro com linhas brancas em ziguezague sobre um fundo escuro azulado, sugerindo uma análise de dados ou variações no mercado financeiro, representando novo projeto de chips

A Oracle iniciou um processo de reestruturação que pode resultar na demissão de até 30 mil funcionários em diferentes regiões do mundo. A medida equivale a cerca de 18% da força de trabalho global da companhia, estimada em 162 mil pessoas, e está ligada ao financiamento da expansão da empresa em infraestrutura voltada à inteligência artificial.

Segundo relatos publicados por funcionários em fóruns profissionais e análises de mercado, os desligamentos foram comunicados por meio de e-mails corporativos enviados nas primeiras horas do dia para equipes nos Estados Unidos, na Índia e em outros países. As mensagens informavam a eliminação dos cargos como parte de uma mudança organizacional ampla e orientavam os profissionais sobre procedimentos relacionados ao pacote de desligamento.

Em diversos casos, o acesso aos sistemas internos foi suspenso logo após o envio das comunicações. Registros do comunicado circularam em plataformas como o Reddit e o Blind.

Leia também: Oracle Innovation Center completa um ano e gera 2,7 bilhões em contratos fechados

Cortes atingem áreas ligadas a operações e engenharia

Relatos reunidos em comunidades profissionais indicam que algumas áreas foram mais impactadas. Entre elas estão unidades relacionadas a Receita e Ciências da Saúde e operações associadas a serviços SaaS e ambientes virtuais.

Na divisão da NetSuite na Índia, desligamentos teriam atingido diferentes níveis hierárquicos, incluindo cargos gerenciais e técnicos. Funcionários locais informaram que os pacotes de desligamento seguem fórmulas baseadas no tempo de serviço.

Também houve relatos sobre cancelamento imediato de unidades de ações restritas ainda não adquiridas, mecanismo comum em programas de remuneração variável no setor de tecnologia.

Estratégia financeira prioriza infraestrutura para IA

A reestruturação ocorre em meio ao aumento dos investimentos da Oracle em infraestrutura voltada a inteligência artificial. De acordo com análise do banco TD Cowen, os desligamentos podem liberar entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões em fluxo de caixa, valor que tende a ser direcionado para a construção de novos data centers voltados a cargas de trabalho de IA.

O movimento ocorre em um cenário de expansão agressiva da companhia no mercado de computação em nuvem. No último trimestre, a Oracle registrou crescimento expressivo no lucro líquido, alcançando US$ 6,13 bilhões.

Ao mesmo tempo, a empresa acumulou cerca de US$ 58 bilhões em novas dívidas em um intervalo de dois meses, em linha com a intensificação dos investimentos em infraestrutura. Parte desse endividamento está associada à construção de novos complexos de data centers e à ampliação da capacidade para atender demandas relacionadas a inteligência artificial generativa.

Movimento reflete pressão global por capacidade computacional

A decisão da Oracle acompanha uma tendência observada entre grandes provedores de tecnologia, que têm ampliado investimentos em infraestrutura física para sustentar a expansão de modelos de inteligência artificial.

Data centers especializados em IA exigem alto volume de capital inicial e capacidade energética significativa, o que pressiona margens operacionais no curto prazo e exige ajustes estruturais nas organizações.

Informações baseadas em reportagens do The Times of India e análise do banco TD Cowen.

Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!