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Imagem com o logótipo da empresa Oracle em letras vermelhas, exibido num ecrã escuro de um dispositivo (provavelmente um smartphone) em primeiro plano. Ao fundo, desfocado, vê-se um gráfico financeiro com linhas brancas em ziguezague sobre um fundo escuro azulado, sugerindo uma análise de dados ou variações no mercado financeiro.

A Oracle confirmou a demissão de mais de 300 funcionários em seus escritórios nos Estados Unidos, em meio à estratégia de reforçar investimentos em inteligência artificial e nuvem. Os cortes foram registrados em notificações oficiais de ajuste trabalhista (WARN filings), que apontam 143 desligamentos em Redwood City, na Califórnia, e 161 em Seattle, Washington, segundo informações do TechRadar.

Embora os números oficiais indiquem pouco mais de 300 desligamentos, fontes próximas ao processo relataram ao site The Register que o total pode ser bem mais alto, já que trabalhadores remotos e equipes fora das unidades físicas podem não estar contabilizados. Há estimativas de que as demissões cheguem a milhares de postos de trabalho em todo o mundo.

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Essa possível subnotificação lembra situações vistas em outras gigantes, como a Microsoft, acusada de não detalhar integralmente cortes envolvendo trabalhadores remotos.

Histórico recente da empresa

Até agora, a Oracle vinha adotando uma postura mais cautelosa em relação a cortes de pessoal quando comparada a outras big techs. Em 2022, a companhia havia reduzido cerca de 200 posições e, desde então, realizava ajustes pontuais. O cenário contrasta com Amazon, Google e Microsoft, que já acumularam dezenas de milhares de desligamentos nos últimos anos.

No entanto, fontes ligadas à empresa apontam que novas ondas de cortes estão previstas, incluindo fechamento de escritórios e demissões significativas na Índia, que poderiam atingir até 10% da força de trabalho local.

O avanço da inteligência artificial tem sido citado como um dos fatores para os cortes, mas não no sentido de substituição direta de profissionais por máquinas. O que ocorre é a necessidade de destinar parte crescente do orçamento para a construção e ampliação de data centers voltados a IA, reduzindo recursos disponíveis para manutenção de equipes.

A própria Oracle já havia sinalizado em junho que o crescimento de sua área de nuvem e infraestrutura segue acelerado. A CEO, Safra Catz, declarou que a receita do exercício fiscal de 2025 avançou 8%, enquanto a taxa de crescimento da Oracle Cloud Infrastructure deve saltar de 50% em 2025 para mais de 70% em 2026.

Embora a empresa ainda não tenha se pronunciado publicamente sobre o impacto exato das demissões, a expectativa é que a reorganização continue nos próximos meses. Para analistas de mercado, a tendência reflete um movimento amplo do setor, no qual o aumento da competição em inteligência artificial pressiona as companhias a priorizarem investimentos em tecnologia e infraestrutura, mesmo que isso custe a redução de quadros de pessoal.

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