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A partir de 2026, o estado de Minas Gerais terá seu primeiro parque de data centers. O projeto é uma iniciativa da Supernova com a Mapa de Investimentos. Juntas, as empresas já desenvolveram mais de R$ 2 bilhões em operações imobiliárias e agora planejam começar as obras na em Leopoldina no segundo semestre deste ano. Com o auxílio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e de sua agência vinculada, Invest Minas, a empreitada já atraiu R$ 300 milhões em investimento privado. A expectativa do governo é de gerar cerca de 1,1 mil empregos diretos. O parque receberá até três data centers de grandes players do mercado de hiperescala. Espera-se que o primeiro edifício, com capacidade de TI de 60 MW, comece a operar em 2026. As outras instalações deverão contar com capacidade semelhante, totalizando aproximadamente 200 MW. Neste momento, as empresas estão em fase de conversa com interessados em desenvolver seus projetos no local. BNDES, Scala, Rj, data center

Eduardo Paes, o prefeito do Rio de Janeiro, assinou na quinta-feira (14) um memorando de entendimento com a Oracle e a Elea Data Centers para desenvolver o projeto Rio AI City durante a Rio Innovation Week. A iniciativa pretende transformar o Centro Metropolitano, na Barra da Tijuca, no maior hub de data centers da América Latina.

O acordo foi intermediado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e marca um passo estratégico para posicionar o Rio de Janeiro como referência em inteligência artificial na região. O projeto será instalado no Parque Olímpico, na zona oeste da cidade.

A Rio AI City terá capacidade energética inicial de 1,5 gigawatt até 2027, podendo expandir para 3,2 gigawatts até 2032. Todo o abastecimento será feito por fontes de energia limpa, diferencial que pode atrair empresas de tecnologia preocupadas com sustentabilidade.

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“Estamos criando as condições adequadas com os ativos que a cidade já tem: energia limpa, produção de conhecimento e conectividade, via cabos submarinos, para que o Rio se consolide como a capital da IA na América Latina”, declarou o prefeito.

Alessandro Lombardi, presidente da Elea Data Centers, enfatizou a importância da parceria para o desenvolvimento tecnológico brasileiro. “O Rio AI City é um projeto que nasce com infraestrutura robusta, energia limpa e alta conectividade, pronto para atrair talentos e negócios que moldarão a próxima era digital”, afirmou.

A participação da Oracle no memorando adiciona expertise internacional ao projeto. Alexandre Maioral, presidente da multinacional no Brasil, destacou o compromisso da empresa em disponibilizar tecnologia de ponta para o mercado brasileiro e latino-americano.

“Queremos apoiar empresas e instituições a inovarem mais rápido, com soluções seguras, escaláveis e sustentáveis”, disse Maioral.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, acredita que o projeto atrairá novos investimentos para a cidade. Segundo ele, o Rio possui todos os elementos necessários para se consolidar como um grande centro de data centers mundial: infraestrutura, energia limpa e profissionais qualificados.

A iniciativa conta com apoio institucional da Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar) e da Invest.Rio. A escolha da Barra da Tijuca como localização considera a proximidade com cabos submarinos internacionais e a infraestrutura urbana já estabelecida na região.

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