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Imagem ilustrativa que compara plataformas de inteligência artificial. Em primeiro plano, dois smartphones aparecem inclinados um em direção ao outro. Na tela do aparelho à esquerda está exibido o logotipo e o nome “Claude by Anthropic”, enquanto na tela do aparelho à direita aparece o logotipo e o nome “OpenAI”. Ao fundo, há um grande círculo vermelho centralizado sobre um gradiente em tons de vermelho e rosa. A composição utiliza um layout simétrico, destacando visualmente as duas empresas de inteligência artificial e sugerindo uma comparação ou disputa competitiva entre as plataformas.

Os resultados financeiros das principais empresas de tecnologia estão sendo cada vez mais influenciados pela valorização de suas participações em startups de inteligência artificial (IA). Segundo análise da CNBC, investimentos em empresas como Anthropic e OpenAI passaram a ter impacto relevante nos lucros reportados por gigantes como Amazon, Alphabet e Microsoft, alterando a leitura tradicional do desempenho operacional dessas companhias.

O fenômeno ocorre porque as normas contábeis americanas exigem que determinadas participações societárias sejam reavaliadas periodicamente pelo valor de mercado. Quando startups privadas recebem novos aportes e passam a valer mais, empresas que detêm participação nelas registram ganhos contábeis, mesmo sem vender suas ações ou receber qualquer recurso em caixa.

No segundo trimestre, a Alphabet registrou aproximadamente US$ 98 bilhões em “outras receitas”, impulsionadas principalmente pela valorização de seus investimentos em Anthropic e SpaceX. A Amazon também contabilizou dezenas de bilhões de dólares em ganhos relacionados à Anthropic, enquanto a Microsoft reportou valorização de sua participação na empresa. Esses efeitos ajudaram a impulsionar os resultados divulgados ao mercado.

Apesar do impacto positivo sobre o lucro líquido, esses ganhos não representam geração de caixa nem refletem diretamente a operação principal das empresas, como publicidade, comércio eletrônico ou serviços de computação em nuvem.

A CNBC destaca que o crescimento da inteligência artificial criou uma rede de relações financeiras entre as grandes plataformas de nuvem e os principais laboratórios de IA. Além de investirem nessas empresas, Amazon, Microsoft e Google também fornecem infraestrutura computacional para OpenAI e Anthropic por meio de contratos de longo prazo.

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Em alguns casos, os recursos investidos retornam parcialmente às próprias big techs na forma de pagamento por capacidade computacional, já que os laboratórios utilizam essas plataformas para treinar e operar modelos de IA. Esse ciclo tem chamado a atenção de analistas, que avaliam que os balanços podem se tornar mais difíceis de interpretar à medida que investimentos financeiros e receitas operacionais passam a se misturar.

Ao mesmo tempo, a expansão da infraestrutura de IA exige investimentos recordes. Alphabet e Amazon anunciaram planos de ampliar significativamente seus gastos com data centers e capacidade computacional para atender à demanda crescente por modelos generativos. Segundo a análise da CNBC, a Alphabet registrou fluxo de caixa livre negativo no trimestre, enquanto a Amazon também projeta forte consumo de caixa em 2026 devido aos investimentos em infraestrutura.

Mesmo com esse cenário, o desempenho das empresas de tecnologia continua sustentando boa parte do crescimento dos lucros do índice S&P 500. Dados citados pela CNBC mostram que o avanço dos resultados corporativos foi impulsionado em grande medida pelas gigantes da tecnologia, embora parte desse crescimento esteja associada justamente às reavaliações das participações em empresas privadas de inteligência artificial.

Para investidores, o desafio passa a ser separar o desempenho operacional da valorização financeira desses ativos. Enquanto os aportes em OpenAI, Anthropic e outras desenvolvedoras de IA podem continuar gerando ganhos contábeis à medida que suas avaliações aumentam, esses resultados dependem do mercado privado e não representam, necessariamente, expansão das receitas recorrentes das empresas que fizeram os investimentos.

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