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A imagem apresenta um cenário corporativo com foco em finanças e sustentabilidade. No primeiro plano, há uma mão empilhando moedas douradas, formando colunas que sugerem crescimento financeiro. Ao lado, outra mão utiliza uma calculadora, indicando análise ou planejamento econômico. Sobreposto à imagem, há um elemento gráfico com a sigla “ESG” (Environmental, Social, Governance) destacada no centro, acompanhada de ícones relacionados a práticas sustentáveis, responsabilidade social e governança corporativa. Ao fundo, é possível ver um bloco de anotações e uma planta decorativa, reforçando a ideia de equilíbrio entre negócios e meio ambiente. (climáticas)

A agenda climática ganhou protagonismo entre empresas do Reino Unido, especialmente no setor de tecnologia. De acordo com o TechRadar, baseada em dados da Flexera, 93% dos líderes de TI afirmam que sustentabilidade se tornou prioridade crescente nos negócios.

A percepção, porém, não tem se convertido em ações na mesma velocidade. O principal obstáculo continua sendo o orçamento: dois em cada três executivos relatam que o aumento dos custos de nuvem compromete a capacidade de avançar em projetos de redução de emissões e eficiência energética.

Outro ponto citado pelas empresas é o volume de informações que recebem sobre uso e custo de tecnologia. Para 48% dos entrevistados, a quantidade de dados chega a ser paralisante, dificultando enxergar onde estão os principais gargalos e desperdícios. A combinação de pressão para reduzir impacto ambiental, custos crescentes de infraestrutura digital e pouca visibilidade operacional cria um cenário de incerteza para líderes de TI que buscam equilibrar eficiência e metas climáticas.

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O debate ganha relevância em um momento em que data centers, serviços de nuvem e aplicações de IA despertam escrutínio global devido ao consumo elevado de energia e água. Mesmo com avanços em eficiência, o ritmo de adoção de tecnologias intensivas em computação continua superando as melhorias ambientais disponíveis. Para empresas que dependem de ambientes multicloud e arquiteturas distribuídas, o dilema é evidente: escalar inovação sem ampliar emissões ou gastos.

Transparência regulatória deve aumentar

A partir de 2026, o Reino Unido deve implementar um novo padrão de reporte, o Sustainability Reporting Standards, que ampliará a exigência de informações sobre riscos climáticos, consumo de energia e emissões, especialmente além do escopo interno. A expectativa é que a maior transparência ajude organizações a tomar decisões mais precisas sobre fornecedores, investimentos e configurações de nuvem, reduzindo ineficiências que hoje passam despercebidas.

Executivos ouvidos pelo TechRadar destacam que a falta de visão integrada sobre o que o ambiente tecnológico consome, emite e custa impede que empresas comprovem se seus investimentos em nuvem e IA estão alinhados a metas ambientais. Marlon Oliver, da Flexera EMEA, pontuou que boa parte das companhias não consegue conectar dados financeiros e ambientais de forma clara, o que dificulta mensurar o impacto real de suas escolhas.

A chegada de normas mais exigentes deve acelerar análises sobre footprint digital, parceiros tecnológicos e processos internos. No entanto, o próprio relatório da Flexera indica que transparência não resolverá o principal desafio: os orçamentos continuam pressionados por custos de nuvem em alta, deixando pouco espaço para iniciativas de transformação sustentável.

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