
A inteligência artificial generativa faz parte da rotina de todos os profissionais de marketing brasileiros, com 40% deles fazendo uso frequente das ferramentas com a tecnologia embarcada. Para pouco mais da metade, ou 51%, a qualidade do conteúdo gerado alcança um nível “equivalente ao humano”.
Apesar da adoção massiva, menos de 20% dos profissionais avaliam que os impactos sobre o setor de marketing como majoritariamente positivos. Os dados fazem parte de um estudo da agência Enlink feito com funcionários da área entre setembro e dezembro de 2025. Parte dos resultados foi adiantada em primeira mão ao IT Forum.
Entre as soluções mais utilizadas, o ChatGPT lidera com vantagem, sendo apontado como ferramenta preferida por 97,7% dos entrevistados. O Gemini, do Google, aparece em segundo com 31%. Os usos vão da otimização de estratégias à automação de tarefas e à personalização de experiências.
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O que mais preocupa os profissionais é a imprecisão de informações oferecidas por essas ferramentas, o que gera desconfiança em mais de 50% dos entrevistados. Mesmo com o receio, mais de 43% das iniciativas pretendem ampliar o uso ao longo do próximo ano.
Impacto na audiência
Segundo Manu Sanches, fundadora da Enlink, a pesquisa teve como principal finalidade compreender de que forma a IA pode impactar o tráfego orgânico. Mas os profissionais entrevistados parecem não ter chegado a um consenso sobre o tema.
“Ouvimos pessoas de diversas agências das regiões Sul e Sudeste, mas o que mais nos chamou atenção foi o quanto os profissionais estão longe de um denominador comum quanto ao impacto da IA sobre o tráfego orgânico. Ouvimos desde que essa finalidade está em declínio e gera ‘migalhas’ até que ela será a maior fonte para aquisição desse tipo de ativo no próximo ano”, conta.
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