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Michaerl Carricarte, CEO da Olé Life
Michaerl Carricarte, CEO da Olé Life (Imagem: Divulgação)

Apesar do avanço dos investimentos no exterior e da crescente adoção de contas internacionais, a proteção financeira dos brasileiros ainda segue, em grande parte, atrelada à moeda brasileira. Para Michael Carricarte, esse descompasso revela uma lacuna importante no mercado. “A proteção ainda está em real”, afirma o CEO da Olé Life, ao explicar ao Startups a decisão de trazer ao país um seguro de vida 100% denominado em dólar.

Fundada nos Estados Unidos em 2022 e com atuação em 39 países e territórios da América Latina e Caribe, a insurtech desembarcou no Brasil em março deste ano com a proposta de preencher esse espaço. A ideia é oferecer um seguro de vida em dólar para brasileiros que já investem, poupam ou têm uma relação mais próxima com a moeda americana — levando para o seguro de vida a mesma lógica de proteção em moeda forte. “Não estamos entrando no Brasil só pelo tamanho do mercado, mas porque cada vez mais brasileiros protegem seu dinheiro em dólar”, diz o CEO.

A ambição, ainda segundo o executivo, vai além de lançar um novo produto: a expectativa é de consolidar a proteção em dólar como uma nova frente no mercado brasileiro. Para isso, a Olé Life aposta em uma estratégia baseada em distribuição digital e parcerias, com destaque para a Nomad, que atua como canal exclusivo e facilita tanto a contratação quanto o pagamento das apólices através de contas internacionais.

Além do modelo em dólar, a insurtech também aposta em simplificar o processo em relação aos seguros tradicionais, com contratação online e sem burocracia. A adesão pode ser feita em poucos minutos e, na maioria dos casos, sem a necessidade de exames médicos. Isso porque a análise de risco é feita com apoio de dados e inteligência artificial.

Falando de valores, os planos variam de acordo com o perfil do cliente, mas começam na faixa de US$ 12 por mês. Já a cobertura pode ir de US$ 100 mil a US$ 500 mil, um nível ainda pouco comum no mercado brasileiro — especialmente dentro de uma proposta totalmente digital e atrelada ao dólar.

Por enquanto, o foco está nas coberturas mais básicas, como morte e morte acidental. Mas a empresa já planeja incluir novas proteções, ampliando a oferta ao longo do tempo. “Uma rápida expansão já está planejada, incluindo coberturas denominadas em dólar para doenças graves, invalidez, câncer e hospitalização, complementando o seguro de vida e aumentando o valor vitalício por cliente”, revela Michael.

Para o primeiro ano de operação no Brasil, a Olé Life projeta alcançar 10 mil apólices emitidas e um total de US$ 4 bilhões em cobertura. A meta é alcançar mais de 100 mil famílias protegidas no país até o final de 2030. Parte da proposta também é fugir de um problema comum para o brasileiro: a variação do câmbio. No modelo da empresa, tudo é feito em dólar — do preço do seguro ao pagamento da indenização — o que ajuda a preservar o valor da proteção ao longo do tempo.

O post “Proteção ainda está em real”: CEO da Olé Life explica aposta no Brasil apareceu primeiro em Startups.