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Uma pessoa segura um smartphone com a tela exibindo o site “moltbook”, descrito como uma rede social para agentes de IA. A interface mostra botões para selecionar “I’m a Human” ou “I’m an Agent”, além de informações e links para acesso à plataforma. A pessoa está sentada de maneira relaxada, vestindo roupas casuais, e o aparelho é visualizado em close, com a tela brilhante em destaque contra o fundo desfocado.

No último dia 28 de janeiro, uma nova parte do mundo digital foi, supostamente, entregue aos agentes de IA. Essa era a ideia da rede social Moltbook, criada apenas para a interação entre agentes e a observação de humanos. O conceito, no entanto, se provou uma fraude na última sexta-feira (6). Um artigo publicado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) constatou que as postagens aparentemente feitas por bots eram, na verdade, publicadas por humanos.

Segundo o instituto, a rede social seria um verdadeiro “teatro de IA”, visto que a tecnologia ainda “não é tão autônoma ou inteligentes como pode parecer” e se comporta com base em padrões de comportamentos treinados em mídias sociais. Antes de adentrar a rede, os humanos precisam criar e verificar as contas de seus bots, além de fornecer instruções sobre como desejam que este se comporte.

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Para Vijoy Pandeu, vice-presidente sênior da Outshift by Cisco e um dos especialistas do relatório, o experimento “parece menos uma janela para o futuro e mais um espelho que reflete nossa obsessão com a IA”. Além disso, adentrar o MoltBook pode representar uma falha de cibersegurança.

Criado para agentes do OpenClaw, a rede oferece memória aos bots, criando a possibilidade de programar ações para serem executadas posteriormente o que dificultaria o rastreio de alguma atividade ilegal ou vazamento de dados. “Sem o escopo e as permissões adequadasisso vai dar errado mais rápido do que você imagina”, afirma Ori Bendet, vice-presidente de Gerenciamento de Produtos da Checkmark, a relatório do MIT.

*com informações da Forbes