
A AMD ultrapassou nesta segunda-feira (21) a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado pela primeira vez. As ações da fabricante de chips em Nasdaq chegaram a US$ 613,31, alta de 9,6%, levando a companhia ao grupo formado por Nvidia, Broadcom e Micron, as únicas fabricantes americanas de semicondutores que já haviam atingido o patamar acima de um trilhão.
A valorização reflete a aposta dos investidores no avanço da AMD no mercado de inteligência artificial. A empresa é considerada a principal rival da Nvidia em GPUs para computação e vem ampliando sua oferta para disputar também sistemas completos de infraestrutura de IA.
A AMD encerrou 2025 acelerando o lançamento de produtos para data centers, com as GPUs Instinct MI350, processadores EPYC de quinta geração e novas soluções de networking. Em 2026, a companhia também ampliou sua linha de processadores Ryzen com recursos voltados a IA.
A estratégia é ir além da venda de chips isolados. A AMD passou a combinar CPUs, GPUs, equipamentos de rede e outros componentes em sistemas destinados a data centers, aproximando seu modelo de negócios do adotado pela Nvidia. A demanda por CPUs usadas junto às GPUs em servidores de inferência também ajudou a empresa a ganhar participação da Intel.
O movimento ocorre após uma forte alta das ações. Os papéis da AMD acumulam valorização de 185% em 2026, contra 15,8% do Nasdaq no mesmo período, segundo a Reuters. Nesta segunda, outras empresas do setor também subiram, como Intel (com alta de 12% por volta das 14h, no horário de Brasília) e Qualcomm (alta de 8%).
A marca de US$ 1 trilhão, no entanto, ainda deixa uma diferença significativa em relação à Nvidia. A fabricante de chips para IA já ultrapassou US$ 5 trilhões em valor de mercado e é atualmente a empresa mais valiosa do mundo.
Fundada em 1969 no Vale do Silício, a Advanced Micro Devices (AMD) começou como uma empresa de semicondutores com foco em circuitos integrados. Ao longo das décadas, construiu uma posição principalmente no mercado de processadores para computadores, em competição direta com a Intel.
Um dos movimentos que ampliaram a atuação da companhia ocorreu em 2006, quando a AMD comprou a fabricante canadense de chips gráficos ATI Technologies por cerca de US$ 5,4 bilhões. A aquisição incorporou à empresa tecnologias de gráficos e ajudou a formar a base do negócio de GPUs que hoje compete com a Nvidia.
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