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Imagem com o logotipo da Nvidia exibido em uma tela de dispositivo móvel no centro da composição. Ao fundo, há gráficos financeiros em verde, sugerindo análise de mercado ou valorização de ações da empresa. A imagem remete ao contexto financeiro e tecnológico da Nvidia (gartner)

Durante reunião anual de acionistas da Nvidia, realizada na quarta-feira (25), o CEO, Jensen Huang, destacou que, além da inteligência artificial (IA), a robótica representa a maior oportunidade de crescimento para a empresa. “Paramos de nos ver como uma fabricante de chips há muito tempo”, afirmou Huang, reforçando que a companhia hoje se posiciona como uma plataforma completa de infraestrutura para IA.

Segundo a CNBC, Huang descreveu a robótica, ao lado da IA, como uma oportunidade de crescimento multitrilionária. Ele citou os carros autônomos como o primeiro uso comercial de escala para a tecnologia, destacando a plataforma Nvidia Drive, já utilizada por montadoras como a Mercedes-Benz.

Embora o segmento de robótica e automotivo ainda represente apenas cerca de 1% da receita da empresa (com US$ 567 milhões em vendas no último trimestre), ele cresceu 72% em relação ao ano anterior. A divisão foi consolidada há pouco mais de um ano, quando a Nvidia passou a reportar os dois negócios em uma mesma linha.

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Nvidia quer energizar fábricas, veículos e robôs

A visão da empresa vai além dos data centers. Huang acredita que a tecnologia da Nvidia poderá alimentar bilhões de robôs, centenas de milhões de veículos autônomos e fábricas robotizadas em escala global. “Estamos trabalhando para um mundo com robôs em todos os lugares e todos com tecnologia Nvidia”, afirmou.

Segundo o CNBC, a empresa vem ampliando sua oferta de soluções para além dos chips gráficos (GPUs), com softwares, serviços em nuvem e componentes de rede que integram sua infraestrutura de IA. Um dos exemplos recentes é o lançamento do Cosmos, um conjunto de modelos de IA para robôs humanoides.

A Nvidia viu sua receita disparar nos últimos anos, saltando de US$ 27 bilhões no ano fiscal de 2023 para mais de US$ 130 bilhões no último exercício. Analistas esperam que esse número alcance quase US$ 200 bilhões em 2025. A valorização levou a empresa a ultrapassar a Microsoft como companhia mais valiosa do mundo, com capitalização de mercado estimada em US$ 3,75 trilhões.

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