
A SAP está substituindo alguns dos modelos de inteligência artificial (IA) mais caros que alimentam seus produtos por alternativas de menor custo. A empresa projeta que a mudança vai contribuir para mais de €2 bilhões em ganhos de eficiência impulsionados por IA. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (28).
A estratégia reflete uma nova abordagem da companhia para equilibrar crescimento com rentabilidade. A SAP, cujos softwares são utilizados por muitas das maiores empresas do mundo, não está reduzindo o investimento total em IA, mas racionalizando a escolha dos modelos conforme a tarefa a ser executada.
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Troca de modelos de IA
O diretor financeiro (CFO) da SAP, Dominik Asam, diz à Reuters que a empresa retirou alguns dos modelos de IA mais caros de produtos, incluindo seu assistente interno de consultoria, e os substituiu por alternativas mais baratas, nos casos em que o desempenho se manteve adequado.
A SAP utiliza mais de 70 modelos de IA de fornecedores como OpenAI, Anthropic e Google. Asam observa que a empresa passou a priorizar o modelo mais barato capaz de realizar uma tarefa dentro do padrão exigido, mesmo que o gasto total com IA ainda deva crescer à medida que a adoção se expande.
“O objetivo é manter margens saudáveis conforme a escala cresce, não uma redução absoluta nos gastos com IA”, diz a empresa em respostas enviadas à Reuters.
Modelo de cobrança e rentabilidade
Ao contrário de muitos provedores de IA, a SAP cobra dos clientes por tarefas concluídas e não pelos recursos computacionais utilizados para gerar as respostas. Esse modelo significa que custos operacionais mais baixos podem se traduzir diretamente em maior lucratividade.
Além da eficiência de custos, a origem dos modelos de IA se tornou um critério relevante para os clientes. Asam afirma que agências governamentais e empresas de setores regulados passaram a incluir requisitos específicos em suas compras e a excluir modelos com base em sua procedência. Clientes europeus, em particular, exigem cada vez mais soluções locais.
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