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Imagem ilustrativa mostrando uma mão interagindo com uma tela digital futurista que exibe o termo "ESG" (ambiental, social e governança, na sigla em inglês). Ao redor, aparecem diversos ícones representativos interligados, incluindo lâmpada, gráfico, símbolo de instituição financeira e escudo de segurança, sobre um mapa-múndi ao fundo. O tom azul da imagem sugere tecnologia e inovação relacionada à sustentabilidade corporativa (resultados)

De acordo com a consultoria Forrester, 2026 marcará uma virada no modo como empresas tratam a sustentabilidade ambiental. A era do marketing superficial termina. Companhias que usavam o tema apenas como ferramenta de branding terão dificuldade em justificar seus orçamentos. Já aquelas que integrarem práticas sustentáveis ao núcleo do negócio, conectando-as a ganhos de eficiência e lucro, ganharão relevância e mais recursos.

Segundo a análise da Forrester, líderes de sustentabilidade precisarão mostrar redução mensurável de impacto climático, mais resiliência operacional e menor risco material. Isso exige fortalecimento da governança interna, adoção de softwares de gestão ambiental, avaliações de materialidade para riscos climáticos e parcerias estratégicas com fornecedores de serviços especializados.

Com a ascensão da inteligência artificial generativa, também será necessário investir em infraestrutura de TI e energia resiliente. Dados da própria Forrester mostram que profissionais do setor público colocam o investimento em energia limpa no topo da agenda para fortalecer resultados macroeconômicos.

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Três grandes movimentos para 2026

O relatório “Predictions 2026: Environmental Sustainability Enters An Era Of Authenticity”, assinado pelo analista Abhijit Sunil, destaca três transformações centrais:

  1. Hiperescaladores vão investir mais de US$ 2 bilhões em pequenos reatores nucleares modulares (SMRs).
    A Agência Internacional de Energia (IEA) estima que a demanda elétrica dos data centers dobrará até 2030. Empresas como Google, AWS e Microsoft devem liderar a adoção de SMRs para sustentar a alta demanda energética da IA, criando microgrids próprios e impulsionando a reversão de restrições ao nuclear em alguns países.
  2. Dois unicórnios surgirão no mercado privado de monitoramento climático.
    O avanço de riscos climáticos, a necessidade de seguros e a resposta a desastres estimulam a demanda por dados de satélites de alta resolução. Custos de lançamento mais baixos e inovação em satélites menores abrem espaço para novos players. Startups como Tomorrow.io, ICEYE, Planet Labs e Aistech Space já ampliam suas constelações, oferecendo dados úteis para agricultura, defesa, logística e energia.
  3. Empresas da Fortune 1000 serão expostas por falhas em relatórios de sustentabilidade.
    Apesar do aumento no uso de softwares de gestão, muitas organizações ainda dependem de planilhas fragmentadas e estimativas pouco confiáveis de fornecedores, especialmente no cálculo de emissões de escopo 3. A falta de governança de dados adequada deve levar a inconsistências e riscos de reputação quando submetidos a auditorias mais rígidas.

Pressão por governança robusta

A consultoria alerta que a fiscalização deixará de olhar apenas para resultados divulgados e passará a avaliar a integridade dos processos de coleta e validação de dados. Empresas sem estruturas claras de propriedade de dados, rastreabilidade e controles de versão estarão mais vulneráveis a sanções e perda de credibilidade.

Na avaliação da Forrester, empresas que souberem transformar sustentabilidade em vantagem competitiva, com práticas sólidas, investimentos em energia limpa e uso estratégico de dados climáticos, não apenas garantirão crescimento orçamentário, mas também se diferenciarão em um cenário em que autenticidade será o novo padrão de valor.

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