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Trabalhador em um ambiente de logística utilizando um scanner de código de barras em uma caixa de papelão, enquanto segura um tablet com gráficos e dados exibidos na tela. Ele veste uniforme azul e está cercado por pacotes, sugerindo um processo de controle de estoque e rastreamento de produtos em um armazém (carbono, tecnologia)

O uso de dados e de novas tecnologias aparece no topo das prioridades do setor de transporte e logística no Brasil. São elementos que despontam em um momento de pressão sob os custos operacionais, escassez de mão de obra e maior rigor regulatório. Gestores do setor precisam oferecer serviços mais baratos, mais rápidos e mais seguros.

Por isso não surpreende que, pela primeira vez na série histórica, 52,4% dos profissionais do setor apontem a tecnologia como um dos principais caminhos para enfrentar os desafios da operação. Os dados fazem parte da 5ª edição do Guia sobre Tendências de Gestão de Frotas e Logística, pesquisa conduzida pela Plataform Science com 450 profissionais de embarcadores, transportadores e operadores logísticos em todo o País.

O estudo foi realizado entre outubro e novembro de 2025 e tem margem de erro de 5%.

Segundo os autores, a tecnologia surge como alternativa de produtividade em um momento de equipes mais enxutas, operações mais complexas e sistemas ainda pouco integrados. Isso força as empresas a buscarem inteligência operacional para ganhar eficiência sem aumentar riscos.

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“A tecnologia deixou de ser um acessório e passou a ser o único meio viável para resolver a equação de fazer mais, com menos recursos e com mais segurança. Com inteligência operacional, a empresa ganha competitividade e maximiza o retorno em um setor de margens tão estreitas”, diz em comunicado Rony Neri, diretor-executivo para a América Latina da Platform Science.

Na pesquisa, 90% apontam a redução de custos operacionais como principal desafio do setor, incluindo despesas com combustível, manutenção e pneus. Produtividade (77,2%) e segurança (76,1%) aparecem empatadas, o que segundo os autores indica que o mercado “não aceita mais sacrificar uma dimensão em nome da outra”.

“Por muito tempo, o setor operou em um jogo de soma zero: para ganhar eficiência, muitas vezes aceitava-se um incremento de risco. Os dados mostram que essa lógica enfim acabou. O gestor de frotas hoje precisa usar os dados e a tecnologia para entregar rentabilidade e segurança, ou a conta simplesmente não fecha”, diz Neri.

O estudo em PDF pode ser baixado nesse link.

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