
O Carnaval segue como uma das maiores celebrações populares do Brasil, no entanto, a conexão entre a folia nas ruas e o crime digital é quase instantânea. Assim que um aparelho ou cartão é subtraído em um bloco, redes organizadas de criminosos tentam converter esses dados em compras no comércio eletrônico antes que a vítima perceba o furto.
Segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Carnaval irá alcançar uma injeção recorde de R$ 14,48 bilhões na economia nacional, indicando um aquecimento no período.
Mas apesar dos consumidores já estarem cientes dos golpes tradicionais com cartão, como máquinas com visor danificado, troca de cartão e clonagem, novas formas de passar pelas barreiras de segurança surgem todos os anos, exigindo que o varejo atue como uma linha de frente na proteção.
“Períodos de mercado aquecido aumentam a pressão sobre o varejista, que quer aproveitar o fluxo de vendas, mas se torna um alvo visado. Os fraudadores estão extremamente organizados e aproveitam a distração das festas para agir em tempo real e a agilidade do crime exige que o lojista tenha uma resposta tecnológica à altura, capaz de analisar milhares de dados em milissegundos para não barrar o cliente bom e nem deixar passar o ataque”, alerta Gabriel Vecchia, gerente geral da Signifyd.
Compras fraudulentas durante o Carnaval
O aumento da pressão de fraude nas lojas durante o período é claro. Dados da rede da Signifyd revelam que, em 2025, o mês do Carnaval consolidou-se como o segundo mais crítico do ano para o varejo brasileiro em termos de volume de tentativas de pedidos fraudulentos, com picos de quase três vezes em relação ao mês anterior.
Embora o número de tentativas tenha disparado, o ticket médio desses pedidos apresentou uma queda comparado ao ano anterior e se manteve baixo em 2025. Isso sugere que os fraudadores tentaram burlar os sistemas de segurança tradicionais sendo menos chamativos. A tática é usar a chamada “testagem de cartões”, uma técnica de ataque em massa nq qual o criminoso realiza muitas transações pequenas que, somadas, geram um prejuízo enorme ao varejo e são mais difíceis de serem detectadas pelo consumidor.
Com a pressão do risco elevada, muitos lojistas reagem de forma defensiva, rejeitando mais de 10% de seus pedidos com medo de golpes. O erro resulta na perda de vendas e clientes legítimos, por falta de sistemas mais inteligentes. Uma falha que custa caro o ano inteiro e, no período de mercado energizado do Carnaval 2026, significa perder ainda faturamento adicional motivado pelas celebrações da data.
“Muitas vezes, o e-commerce é a linha de frente na proteção do folião. Quando um sistema inteligente identifica que aquela compra foge ao padrão do cliente, possivelmente usando dados de um celular recém-furtado, o lojista evita um prejuízo que o consumidor só perceberia dias depois. Isso não só protege o caixa, mas transforma a segurança em uma poderosa ferramenta de fidelização duradoura”, acrescenta Vecchia.
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