
A especialista em logística Total Express desenvolveu e adotou uma plataforma proprietária com inteligência artificial generativa, o DataTEX, para interpretar, corrigir e enriquecer dados de endereços de remessas. Em fase de prova de conceito, a solução elevou o SLA de 95% para 96,5% e reduziu em 5% os chamados de clientes.
A ferramenta busca corrigir um problema simples, mas de difícil resolução: endereços incompletos ou mal formatados, um dos maiores gargalos do setor logístico. A plataforma trata cada endereço como problema de linguagem, que cruza dados de sistemas internos, bases externas, histórico operacional e geolocalização para gerar coordenadas de latitude e longitude, depois usado para as entregas.
Segundo a empresa, o DataTEX também melhorou a qualidade e a sustentabilidade da operação ao reduzir a quilometragem percorrida pelos entregadores, reduzindo consumo de combustível e emissões de CO₂. Também maior previsibilidade para clientes B2B, melhor experiência para o consumidor final e aumento da produtividade.
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“Nos próximos anos, a logística brasileira terá que operar com muito mais inteligência de dados do que capacidade física. Quem não investir em automação e IA vai ter dificuldade para sustentar prazos e custos”, diz em comunicado Eduardo Arantes, gerente de transformação digital da Total Express.
Total Labs
A ferramenta foi produzida pelo Total Labs, hub interno de inovação da Total Express. A estrutura atua procurando oportunidades, testando soluções e desenvolvendo tecnologias. No foco estão as etapas operacionais, como monitoramento preditivo e roteirização inteligente.
“Automação e robotização são respostas diretas a desafios reais do mercado. Elas tornam a operação mais estável, reduzem impactos da curva de aprendizado e garantem consistência mesmo em picos sazonais”, diz Arantes.
A empresa planeja no futuro expandir sua cobertura no interior do Brasil, além de fortalecer iniciativas de logística reversa, entre outras iniciativas. E diz que dados e tecnologia são o caminho para tal.
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