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Milton Beck, LinkedIn. Foto: Divulgação

Os profissionais brasileiros estão entre aqueles que mais adotam ferramentas de inteligência artificial para encontrar oportunidades de trabalho ou se preparem para elas. É o que revela uma nova pesquisa global do LinkedIn, que indica que 39% já usaram ou planejam usar IA para personalizar currículos, e 32% para encontrar oportunidades. Além disso, 35% utilizaram ou planejam utilizar a tecnologia para identificar habilidades compatíveis com certas vagas.

A pesquisa foi conduzida pela Censuswide com 19.113 respondentes com idades entre 18 e 79 anos que trabalham ou estão desempregados, mas em busca de uma colocação. As entrevistas foram realizadas entre 13 e 28 de novembro de 2025 em diversos mercados, inclusive o Brasil.

Para 63%, o uso dessas ferramentas de IA aumenta a confiança para entrevistas. Para 60%, a tecnologia pode padronizar entrevistas e ajudar a reduzir vieses humanos nas contratações. Entre profissionais de recursos humanos, esse número sobe para 78%, o que para os autores do estudo indica que a IA tem potencial para tornar processos seletivos mais justos.

Apesar desse potencial, o Brasil lidera globalmente a percepção de que os processos seletivos são longos demais (77%) e impessoais (60%). Além disso, quase 70% se dizem preocupados com a possibilidade de se candidatarem a vagas falsas ou caírem em golpes durante a busca por emprego –número ainda mais alto entre mulheres (74%) e jovens da geração Z (79%).

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Entre os principais pontos de melhoria que os brasileiros consideram importantes na experiência de candidatura estão receber feedback de recrutadores após uma negativa (39%), entender com clareza como a IA é utilizada nos processos (29%) e garantir que candidaturas estão sendo analisadas de forma justa e imparcial (28%).

Mudança de carreira

Entre os profissionais brasileiros entrevistados, 54% pretendem buscar uma nova oportunidade de carreira em 2026 (bem próximo da média global de 52%). O Brasil lidera entre países com maior percentual de pessoas que se sentem prontas para essa transição, com 37% dos participantes da pesquisa.

Apesar disso, 63% dizem que a busca por emprego ficou mais difícil no último ano. Entre os motivos estão o aumento da concorrência (55%) e a percepção de que os processos seletivos estão mais exigentes (50%). A pesquisa também aponta que quase metade dos entrevistados no Brasil (49%) declarou ter mudado o foco de empregos fixos para trabalhos por projeto, consultoria ou contratos temporários (freelancers), acima da média global de 41%.

Entre os profissionais que estão em busca de emprego há mais tempo e ainda não conseguiram se recolocar, muitos relatam estar ajustando estratégias: 26% estão aprendendo habilidades em alta, como IA, e 24% atualizaram currículos ou perfis no LinkedIn para deixar isso claro. Outros 24% estão considerando atuar em funções ou cargos diferentes dos quais já tem experiência.

“O interesse por novos formatos de trabalho reflete uma mudança mais profunda na relação dos profissionais com a própria carreira. Ao mesmo tempo, quem enfrenta mais obstáculos na busca por uma oportunidade também tem se mostrado disposto a ajustar estratégias, adquirir novas habilidades e explorar caminhos menos lineares”, diz Milton Beck, diretor geral do LinkedIn para a América Latina e a África.

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