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Vale do Silício no mapa
Vale do Silício | Imagem: Shutterstock

A Unico, unicórnio brasileiro de biometria, acaba de inaugurar seu novo escritório fora do Brasil, no Vale do Silício, na Califórnia. Cotada como possível candidata a abrir capital há mais de dois anos, a empresa afirma que ainda não é hora para um IPO. A nova sede internacional vem na esteira de três aquisições de empresas gringas, em um movimento da companhia para consolidar sua posição global antes de pensar em negociar suas ações em bolsa.

“O IPO é uma meta para muitas empresas que visam crescimento agressivo, e a Unico não é exceção. No entanto, não se trata de um plano para o curto prazo. Nosso foco atual está em fortalecer nossa posição global, expandir nossa presença para novos mercados e consolidar nossa infraestrutura de confiança com uma operação saudável economicamente”, explica Luís Felipe Monteiro, vice-presidente de Relações Institucionais da Unico, em entrevista ao Startups.

A empresa escolheu a região de Menlo Park, vizinha de gigantes como Meta e Google, para sediar sua operação americana. Para a operação local, a Unico contratou executivos com passagem por essas big techs, além da Apple. A empresa tem como investidores nomes como SoftBank, General Atlantic e Goldman Sachs, o que também ajuda a abrir portas.

O timing não é coincidência: o mercado global de verificação de identidade deve chegar a US$ 50,6 bilhões até 2034, e a Unico quer uma fatia relevante do mercado dos incumbentes.

“Nosso objetivo não é apenas intensificar nossa expansão nos EUA, mas posicionar a Unico como uma referência global, acompanhando a evolução do mercado digital e oferecendo soluções avançadas, que são o ‘estado da arte’ do setor e já foram implementadas e testadas com sucesso nos mercados com os maiores índices de fraudes no mundo”, aponta o executivo.

A Unico tem escritórios em São Paulo e em Londrina, no Brasil, e ambos serão mantidos para apoiar os clientes locais, que incluem os maiores bancos privados do país, além de grandes varejistas e outros. Segundo Luís Felipe, a operação local também funciona como o principal laboratório para desenvolvimento de soluções de verificação de identidade.

“Nossa experiência prática no Brasil, onde enfrentamos e superamos os maiores desafios relacionados a fraudes digitais, nos posiciona à frente da concorrência internacional, especialmente em um momento de crescente preocupação com deepfakes e o crescimento vertiginoso das tentativas de fraudes sofisticadas”, observa.

Para chegar ao Vale com argumento além do histórico brasileiro, a Unico comprou três empresas em sequência. Em 2024, adquiriu a mexicana Trully, reforçando a presença na América Latina. No mesmo ano, trouxe a Oz Forensics, dos Emirados Árabes, especializada em detecção de vivacidade e anti-spoofing. Em 2025, fechou a compra da americana OwnID, de soluções de autenticação por passkeys.

Segundo Luís Felipe, a estratégia de aquisições não para por aí. “A Unico está sempre atenta a novas oportunidades que possam fortalecer nossa expansão no mercado global, seja incorporando empresas que nos ajudem a acelerar a entrada em mercados estratégicos, seja agregando novas tecnologias ao nosso portfólio”, diz.

O post Unico abre escritório no Vale do Silício, mas descarta IPO no curto prazo apareceu primeiro em Startups.