
A Unimed Campinas adotou uma plataforma de inteligência artificial para executar etapas críticas da gestão de suprimentos do hospital, indo além do uso tradicional da tecnologia como ferramenta de apoio à decisão. Com a solução, desenvolvida pela GTPLAN, a IA passou a calcular a procura por materiais, identificar necessidades de reposição e emitir ordens de compra de forma autônoma, dentro de parâmetros previamente definidos.
A mudança representa uma virada no papel da IA na operação hospitalar. Processos que antes consumiam horas de análises manuais passaram a ser conduzidos automaticamente pela plataforma GTPLAN AI, liberando a equipe de planejamento para atuar na supervisão, na análise de exceções e nas decisões estratégicas.
Impacto na gestão de suprimentos
O abastecimento é uma das áreas mais sensíveis de qualquer hospital: ele determina a disponibilidade de medicamentos e materiais e influencia diretamente o equilíbrio financeiro da instituição. Na Unimed Campinas, a adoção da plataforma alterou a rotina da equipe responsável pelo planejamento de materiais.
“A principal mudança foi deixar de gastar tempo com análises repetitivas para atuar de forma muito mais estratégica. Hoje, a inteligência artificial realiza grande parte das análises operacionais e conduz automaticamente diversos fluxos do planejamento até a emissão das ordens de compra. Isso trouxe mais agilidade, previsibilidade e segurança para nossa rotina, além de permitir que a equipe concentre seus esforços nas exceções e nas decisões que realmente agregam valor”, diz o analista de planejamento e suprimentos hospitalares da Unimed Campinas, Rodrigo Gatti.
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A coordenadora de suprimentos da Unimed Campinas, Aline Dalacqua, afirma que o projeto padronizou processos e ampliou a visão estratégica da área. “Automatizar etapas críticas do planejamento trouxe mais consistência para a operação e reduziu significativamente o tempo dedicado às atividades manuais. Hoje, temos uma visão muito mais estratégica da gestão de suprimentos, com processos padronizados, maior previsibilidade e uma equipe focada naquilo que gera mais valor para o hospital e para o atendimento aos pacientes”, observa.
Automação de suprimentos hospitalares
A implementação envolveu um mapeamento conjunto dos itens e estratégias de abastecimento com maior potencial de automação. O consultor da GTPLAN, Danilo Akio, explica que a prioridade foi reduzir a carga operacional em uma grande volumetria de unidades de manutenção de estoque (stock keeping units, ou SKUs). O também consultor da empresa, Jorge Humberto Crivelli, afirma que os resultados percebidos na prática abriram espaço para expandir a automação a outros itens.
Para o customer success manager e partner da GTPLAN, Felipe Noronha, o projeto evidencia uma mudança estrutural no uso da IA nas organizações. “A inteligência artificial está deixando de ser apenas uma tecnologia de apoio para assumir um papel operacional dentro das empresas. Quando ela consegue calcular a procura, identificar necessidades de reposição e iniciar automaticamente fluxos de abastecimento, estamos falando de um novo nível de automação”, diz.
Noronha afirma que os hospitais estão migrando de um modelo em que as pessoas operam os sistemas para outro em que passam a gerenciar processos conduzidos pela IA. “A tecnologia assume atividades repetitivas e analíticas, enquanto os profissionais ampliam seu papel estratégico. Esse é um caminho sem volta para instituições que buscam eficiência operacional sem abrir mão da segurança e da qualidade assistencial”, conclui.
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