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Imagem conceitual de inteligência artificial. Um robô humanoide branco com um design futurista estende a sua mão, tocando a ponta do dedo de um humano vestido com uma camisa vermelha. O toque entre os dedos gera um brilho de luz, simbolizando a conexão entre humanos e a IA. O fundo é escuro, com padrões geométricos e circuitos digitais brilhantes, reforçando a ideia de tecnologia e inovação (estudo, pesquisador)

O Vale do Silício, nos Estados Unidos, vive uma disputa acirrada por especialistas em inteligência artificial (IA), com valores que lembram negociações de estrelas do futebol. Pesquisadores com doutorado em ciência da computação são alçados ao status de “superatletas”, com bônus de contratação que ultrapassam os US$ 100 milhões, segundo reportagem do The Guardian.

Os profissionais mais cobiçados atuam em frentes como inteligência geral artificial (AGI), que busca superar a capacidade humana em qualquer tarefa, e o desenvolvimento de sistemas de superinteligência. Nesse cenário, empresas como Meta, Apple, Anthropic, OpenAI e Google travam uma guerra silenciosa e bilionária por talentos.

A movimentação de pesquisadores tornou-se tão intensa que virou notícia constante na imprensa especializada. “Mais um pesquisador da OpenAI vai para a Meta”, destacou a Wired. “Meta contrata dois nomes da Apple”, publicou a Bloomberg. A Information noticiou a recontratação de líderes de IA pela Anthropic.

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Meta lidera contratações com bônus de até US$ 200 milhões

Quem está à frente dessa ofensiva é a Meta. Em julho, a empresa contratou Ruoming Pang, até então líder de modelos de IA da Apple, oferecendo um pacote de remuneração estimado em US$ 200 milhões, segundo o The Guardian. O pesquisador passa agora a integrar o time de Superinteligência da empresa, que Mark Zuckerberg trata como uma espécie de elite da engenharia.

Só em 2025, a Meta projeta investir entre US$ 64 bilhões e US$ 75 bilhões em capita, um salto considerável em relação aos US$ 28 bilhões desembolsados em 2023, segundo o The Guardian. E para reforçar esse movimento, está construindo data centers gigantescos batizados com nomes de titãs da mitologia grega, como Hyperion e Prometheus.

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, ofereceu um contraponto durante uma conferência em Pequim. Ele lembrou que cerca de metade dos principais pesquisadores de IA do mundo está na China, indicando que o domínio dos Estados Unidos pode não ser garantido, apesar dos investimentos monumentais

A metáfora do esporte segue sendo útil: os craques da IA estão decidindo o futuro da tecnologia, e seus passes estão mais caros do que nunca. A superinteligência ainda pode ser uma ambição distante, mas o mercado já deixou claro que, no jogo do poder digital, os pesquisadores são os novos protagonistas.

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