
Com mais de 20 anos à frente da Simpress, recentemente Vittorio Danesi precisou mudar o rumo dos negócios, reposicionando a marca como fornecedora de outsourcing de tecnologia e não só de impressão. A virada deixou de ser apenas um sonho e se transformou em planejamento e execução, o que ele define como “os três fatores essenciais” para conduzir um negócio.
A transformação foi grande. No entanto, uma missão não mudou: o compromisso do CEO com a sustentabilidade. Desde que foi fundada em 2001, a empresa já possuía sistemas para contribuir com a regeneração do planeta, como a revitalização e a recirculação de equipamentos. Além disso, há pelo menos quatro anos, já gera carbono neutro para todos os gastos internos gerados. Mas em 2024, Danesi decidiu dar um passo além, convidando seus clientes a cuidarem do planeta também.
“O tema ambiental não é só uma postura de mercado, são valores, um propósito. É nossa responsabilidade como empresários e executivos entregar um país e um mundo, no mínimo, igual ou melhor do que temos”, declara.
Para contribuir com essa entrega, o executivo criou o Programa Carbon Neutral, que compensa mensalmente o consumo de energia elétrica dos equipamentos locados pelos clientes. A partir de uma equação própria, a Simpress separa os produtos locados em categorias, calcula quanto carbono foi emitido por aquela tecnologia e qual a demanda necessária para neutralizar aquela emissão.
E é por meio de um parceiro especializado que a companhia faz a compensação, com o plantio de árvores realizados em fazendas de Santa Catarina. “Tudo isso é registrado em um certificado anual de neutralização que o cliente usa nas metas de sustentabilidade que ele tem dentro da organização”, informa.
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Lançado em março de 2023, até hoje o projeto já compensou 26.107,07 de toneladas de CO₂ e teve mais de 40.838 árvores reflorestadas, totalizando cerca de 1700 contratos. Entre contratos novos e renovações, a adesão ao serviço foi de 97%.
Entre eles está a Alcoa, que em julho do passado se uniu à Simpress para neutralizar as emissões geradas por mais de 8 mil dispositivos, entre desktops, notebooks, monitores e impressoras. De lá para cá, o serviço já compensou 1.038 toneladas de CO2 por meio do plantio de 2.708 árvores. Com a continuação do programa, a expectativa é de que o projeto refloreste mais de 5 mil árvores ao longo dos próximos três anos.
“Vimos que algumas empresas negaram o que foi feito nos últimos anos, mas tem, sim, muita empresa que está engajada. A TI Verde é uma prioridade para o CIO.”
O trabalho, no entanto, ainda está longe de ser concluído. Apesar da aderência, o CEO ainda vê resistência em alguns tipos de clientes. Para ele, apesar de existir uma defesa ao meio ambiente, ainda falta determinação para que os órgãos públicos adotem processos de compensação. “Tenho dificuldade de apontar casos na iniciativa privada em que o cliente não aderiu ao projeto. Mas na esfera pública, não consigo preencher metade de uma mão com os que aderiram.”
Até 2030, a empresa quer chegar a 100% da base instalada neutralizada. Por isso, Danesi e sua equipe têm trabalhado arduamente evangelizando e letrando o setor no tema. E, apesar de saber que o objetivo é grande, o CEO se vê confiante após os resultados dos últimos anos.
“Hoje, temos uma base de 750 mil dispositivos gerenciados, e triplicamos o tamanho da empresa em cinco anos. Isso, por si só, não é fácil. Foi um esforço gigantesco, mas somos apaixonados pelos resultados e aqui a sustentabilidade não é só marketing”, finaliza.
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