
Entre os dias 28 e 30 de julho, o Fórum E-Commerce Brasil reuniu líderes de mercado para debater inteligência artificial, gestão, marketing e vendas no maior encontro do setor na América Latina. Integrando os principais debates do mercado, a Zoop, empresa do iFood, marcou presença com painéis, estande e ativações.
Um dos destaques do estande foi uma ativação interativa com óculos de realidade virtual, que transportava os visitantes para um ambiente simulado de e-commerce. Na experiência, o público podia navegar por uma jornada de compra completa até o checkout, escolhendo diferentes formas de pagamento e testando na prática as soluções da Zoop para transações digitais.
No primeiro dia de evento, Jayme Canhada, Head Comercial, conduziu o talk “De marketplace a plataforma financeira”, no qual explicou as quatro fases de valor de um marketplace e a importância do ecossistema na retenção de clientes. “Nos maiores marketplaces do mundo, o dinheiro deixou de apenas atravessar a plataforma e passou a permanecer nela. É essa permanência que cria nova receita, melhora a retenção de sellers e aumenta o valor do ecossistema”, reforçou.
Ainda no estande da Zoop, Bruno Costa, Product Manager da Zoop, liderou o bate-papo sobre “Como Banking as a Service resolve a equação entre crescimento e compliance”. Durante sua apresentação, Bruno explicou o cenário regulatório do Brasil em ordem cronológica e como chegamos até aqui. “Quem controla o dinheiro do seller deve estar preparado para a fiscalização e exigências do Banco Central; os últimos 13 meses definiram o mercado de quem movimenta dinheiro”, frisou.
Já na quarta-feira (29), Cecília Passagli, Product Manager da Zoop, liderou o talk intitulado “O que acontece com os pagamentos quando o cliente é um agente autônomo”, no estande da Zoop. Segundo a executiva, o comércio agêntico deixou de ser uma tendência distante para se tornar uma realidade que exige adaptação imediata das empresas.
“Agentic commerce já é uma realidade, e o desafio agora não é mais entender se ele vai acontecer, mas como criar as camadas de confiança, controle e segurança necessárias para que agentes autônomos possam realizar transações de forma responsável. Quem começar a se preparar hoje estará mais pronto para competir nesse novo cenário”, destacou Cecília.
Ainda na quarta-feira (29), Rodrygo Figueiredo, Diretor de Produtos da Zoop, palestrou no Palco Arena Fintech e também destacou o potencial transformador dos pagamentos agênticos e defendeu que o mercado já vive o início da terceira grande onda dos meios de pagamento digitais.
Segundo o executivo, após a ascensão do e-commerce e, posteriormente, dos pagamentos via dispositivos móveis, o comércio agêntico desponta como a próxima grande evolução do setor, impulsionado por agentes de inteligência artificial capazes de pesquisar, comparar produtos e concluir transações de forma autônoma. “A China já opera em escala real e os EUA lideram em protocolos, mas ninguém resolveu o end-to-end. O Brasil é uma referência em inovação e tem as peças certas para liderar a era agentica”, destacou”.
Fim do checkout e o poder dos ecossistemas
Já no último dia de evento, quinta-feira (30), a Zoop encerrou sua participação com dois talks que se complementaram: um sobre o futuro da experiência de pagamento, e outro sobre como construir ecossistemas de relacionamento com o cliente.
Felipe Brandão, Head de Aquisição da Zoop, apresentou o talk “O fim do checkout?”, no qual questionou por que o fluxo de compra online praticamente não mudou nos últimos 20 anos e defendeu que o comércio caminha para uma era de “checkout invisível”, em que o pagamento é processado em segundo plano, de forma contextual e assíncrona. “A melhor experiência de pagamento do mundo é aquela em que o cliente não percebe que aconteceu”, destacou Felipe, ao explicar como assistentes de IA e chat commerce estão mudando o ponto de partida da jornada de compra, com o consumidor ditando sua intenção diretamente no chat.
Encerrando o dia, Marcella Calfi, Gerente de Marketing da Zoop, conduziu o talk “Da transação à relação”, levantando uma discussão sobre o porquê as marcas mais valiosas do mundo estão deixando de operar como simples canais de venda para se tornarem ecossistemas. Usando o iFood como case, a executiva mostrou como a plataforma evoluiu do delivery para logística, novas categorias e serviços financeiros, sem nunca mudar de cliente. “O iFood nunca mudou de cliente, ele mudou a quantidade de problemas que resolveu para o mesmo cliente”, pontuou Marcella, reforçando que ecossistemas bem construídos criam dependência positiva e agregam valor a cada nova interação.
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