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Imagem conceitual de inovação e startups, com uma mão apontando para um holograma de foguete cercado por ícones tecnológicos representando conectividade, engrenagens, comunicação e estratégias de negócios, em um fundo escuro (startup, inovação, foguete, rocket, startups, startups brasileiras, BTG Pactual, programa de aceleração)

Por Ana Paula Debiazi

Em um cenário de transformação digital acelerada, inovar deixou de ser apenas um diferencial competitivo e passou a ser uma exigência estratégica para a sobrevivência das empresas. Esse avanço é reforçado pela pesquisa Startups Report Brasil 2024, divulgado pelo Sebrae em maio de 2025, a qual aponta que o país já conta com 18.056 startups ativas. Essas empresas têm desempenhado um papel fundamental no fortalecimento do ecossistema de inovação brasileiro, impulsionando companhias a criarem soluções disruptivas e cada vez mais alinhadas às demandas do mercado.

Para acompanhar esse movimento, cresce a adoção de modelos de open innovation e co-desenvolvimento com startups, abordagens que incentivam a colaboração ativa, o compartilhamento de riscos e a geração de valor real.

O termo open innovation, cunhado por Henry Chesbrough, propõe que as organizações deixem de operar em um modelo fechado de inovação e passem a buscar ideias, tecnologias e soluções fora de seus próprios limites organizacionais. Isso significa estabelecer parcerias estratégicas com universidades, centros de pesquisa, hubs de pesquisa, comunidades de desenvolvedores, cientistas e, principalmente, startups.

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Esses tipos de companhias operam de forma ágil, são orientadas à experimentação constante e possuem alto foco na resolução de problemas específicos. Quando uma empresa tradicional se une a uma startup na modalidade de co-desenvolvimento, inovar se torna eficiente, menos custoso e mais alinhado às necessidades reais do mercado. Mais do que terceirizar uma solução, essa modalidade de negócio prevê que ambas atuem juntas desde a identificação do problema até a entrega da solução, em um processo colaborativo e interativo que valoriza a escuta ativa, a cocriação e o aprendizado contínuo.

Desafios estruturais e culturais a serem superados

  • Cultura organizacional resistente à mudança, com baixa tolerância ao risco e à experimentação;
  • Processos burocráticos que atrasam ou inviabilizam parcerias rápidas, como áreas de compliance, jurídico e TI;
  • Dificuldade de alinhamento estratégico entre os objetivos da empresa e a atuação das startups;
  • Falta de estruturas internas preparadas para receber e escalar soluções desenvolvidas em parceria;
  • Medo da perda de controle sobre dados, propriedade intelectual e processos internos.

Mitigar esses desafios exige que as empresas repensem sua estrutura interna e criem ambientes propícios para inovar, como hubs, laboratórios de testes, programas de inovação aberta ou corporate venture builders. Além disso, é fundamental que a alta liderança esteja comprometida com a mudança de mentalidade, promovendo uma cultura que valorize o aprendizado, o erro construtivo e a colaboração externa.

O futuro é colaborativo e já começou

Organizações que incorporam modelos colaborativos de inovação estão deixando de ser meras espectadoras das mudanças do mercado para se tornarem protagonistas da transformação digital. O co-desenvolvimento com startups não é apenas uma maneira de acelerar a adoção de novas tecnologias, mas também uma oportunidade de rever processos, tornando a organização mais adaptável e competitiva. Abrir-se a inovar externamente deixou de ser uma escolha, hoje é uma necessidade estratégica. Esse futuro é colaborativo, descentralizado e em rede. As empresas que entenderem isso agora estarão mais bem posicionadas para enfrentar os desafios de um mercado em constante reinvenção.

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