
A IBM confirmou nesta terça-feira (4) que fará uma nova rodada de demissões, afetando um pequeno percentual de sua força global de trabalho ainda neste trimestre. A companhia, que encerrou 2024 com cerca de 270 mil funcionários, deve dispensar aproximadamente 1% desse total, o equivalente a 2,7 mil pessoas, segundo informações da CNBC.
Em nota enviada à CNBC, a empresa afirmou que as reduções ocorrerão em escala global, mas que o número de empregados nos Estados Unidos deve permanecer estável em relação ao ano anterior. A medida faz parte de uma reestruturação voltada ao aumento da eficiência operacional e do uso de ferramentas de inteligência artificial nos processos internos.
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A estratégia da IBM segue uma tendência observada em grandes companhias de tecnologia, que vêm enxugando estruturas e automatizando atividades administrativas.
Em 2024, a empresa já havia desligado parte das equipes de marketing e comunicação. No mesmo ano, seu CEO, Arvind Krishna, revelou ao Wall Street Journal que cerca de 200 funções de recursos humanos foram substituídas por agentes de IA abrindo espaço para novas contratações nas áreas de vendas e desenvolvimento de software.
Essas mudanças refletem a tentativa da empresa de equilibrar produtividade e crescimento em meio ao avanço da automação. Segundo analistas, a adoção de IA em larga escala está remodelando a gestão de pessoas e o desenho organizacional de gigantes do setor.
A decisão da IBM ocorre em um contexto de ajustes mais amplos no mercado de tecnologia. Em outubro, a Amazon anunciou a demissão de 14 mil funcionários corporativos, enquanto a Meta, controladora do Facebook, confirmou a dispensa de 600 pessoas em sua divisão de IA. Embora o investimento em inteligência artificial siga em alta, empresas têm buscado “mais alavancagem com menos contratações”, como declarou recentemente Satya Nadella, CEO da Microsoft.
Resultados sólidos reforçam foco estratégico
Apesar dos cortes, a IBM encerrou o terceiro trimestre de 2025 com resultados acima das expectativas do mercado, impulsionada por um crescimento de 10% na receita de software. A performance reflete a estratégia implementada por Krishna desde que assumiu o comando em 2020, priorizando negócios de maior margem, como nuvem híbrida, automação e IA.
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