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Dennis Herszkowicz, CEO da Totvs. Imagem: divulgação

A Totvs anunciou essa semana a criação do LYNN, vertical de inteligência artificial corporativa e “fundação” para uso da tecnologia com propósito específico. A novidade foi comunicada aos investidores da companha em mensagem disparada na quinta-feira (12).

Segundo a fabricante de ERPs, o LYNN é baseado no conceito de Artificial Narrow Intelligence, ou ANI, tipo de IA desenhada e treinada para desempenhar uma tarefa específica. A empresa diz que o modelo tem domínio de contexto, o que garante assertividade, desempenho, governança e segurança de dados, além de custo menor.

“A Totvs acredita que a ANI é o caminho para a adoção de IA pelas empresas, em particular no [segmento] PME – Pequenas e Médias Empresas”, diz o comunicado.

O comunicado também diz que a Totvs pretende intensificar investimentos em software, especialmente em Capex, em cerca de R$ 75 milhões ao ano nos próximos quatro, somando cerca de R$ 600 milhões. O aporte “consolida a inteligência artificial como um dos pilares de sua estratégia de crescimento”.

Leia também: “SaaS como conhecemos está morto”? Colapso é exagero

A Totvs diz que o LYNN será monetizado seguindo o modelo TaaS (Task as a Service, ou tarefa como serviço em tradução livre. Há alguns passos para isso, no entanto, incluindo universalização da nuvem da empresa (a T-Cloud), preparação da base de clientes (cerca de 70 mil, segundo a própria Totvs), controle de aplicações e backoffice.

‘Maluquice de investidores’

Em entrevista ao jornalista André Jankavski, do Brazil Journal, publicada na mesma quinta-feira, o CEO da Totvs, Dennis Herszkowicz, disse que a crise dos papeis das empresas de software por conta da IA é “maluquice de investidores”. E que os clientes da Totvs não estão preocupados com o vai e vem das ações: a própria empresa chegou a registrar queda de 13% na B3.

Existe um temor entre investidores globais de que a inteligência artificial vai afetar a fundação das empresas de software ao dispensar boa parte de seus produtos e serviços nos próximos anos – temor refutado por grande parte dos analistas ouvidos pela imprensa nos últimos dias.

“Quem estiver procurando algum tipo de sinal negativo sobre isso nos nossos resultados financeiros ou operacionais não vai achar um fio de cabelo”, disse Herszkowicz ao Brazil Journal. Durante a conversa, o CEO ressaltou que a IA é uma evolução, mas não substitui o ERP, que segue servindo como base de dados corporativa primária.

“Essa combinação aumenta desempenho e eficiência para o cliente,” disse.

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