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Cartões de metal da Revolut | Foto: Divulgação
Cartões de metal da Revolut | Foto: Divulgação

A fintech britânica Revolut teve um 2025 e tanto. Segundo os resultados financeiros divulgados esta segunda (23), a startup bateu recordes de receita e lucro, sedimentando seu posto como fintech mais valorizada do mundo. Aliás, com os bons números divulgados, o valuation deve subir ainda mais, indo de US$ 75 bilhões para US$ 100 bilhões.

Conforme destacou a Revolut em seu site, ela fechou 2025 com lucro antes de impostos de £ 1,7 bilhão, alta de 57% em relação ao ano anterior. A receita saltou de £ 3,1 bilhões para £ 4,5 bilhões.

De acordo com a fintech, essa expansão agressiva se deu em frentes estratégicas: uma dela foi a expansão consistente em diferentes linhas de receita, como cartões, assinaturas e juros sobre depósitos. As receitas com transações em cartão subiram 45%, chegando a £1 bilhão. A receita com juros alcançou £ 974 milhões. Já as assinaturas da camada premium da plataforma cresceram 67% na comparação anual e chegaram a £708 milhões.

Inclusive, recentemente esta aceleração em novas linhas de receitas chegou no Brasil, onde a fintech ainda estava restrita ao produtos de conta digital internacional, competindo com marcas como Nomad e Wise. No começo de março, a Revolut anunciou uma série de novidades que incluem crédito em todas as categorias de cartão, investimentos no mercado norte-americano e um novo plano premium com benefícios voltados para quem viaja ou investe no exterior.

A outra frente de crescimento, impulsionada pelos recentes investimentos em expansão geográfica (incluindo mercados como os EUA e Brasil), foi um salto de 30% na sua base de usuários. No começo de 2025, a Revolut tinha cerca de 52,5 milhões de clientes, e fechou o ano com 68,3 milhões.

No cômputo geral, a base da Revolut ainda está longe do número de usuários do Nubank, que hoje está na marca dos 120 milhões. Entretanto, o ritmo de crescimento do roxinho é menor – em 2025 a fintech brasileira ficou na casa dos 20% em crescimento de sua base.

O resultado chega num momento de virada regulatória para a fintech londrina. No início deste mês, após cinco anos de negociação com os reguladores, a Revolut finalmente obteve a licença bancária completa no Reino Unido – considerada pelo cofundador e CEO Nik Storonsky como peça central para a próxima fase de crescimento da empresa.

A maior fintech da Europa agora mira os Estados Unidos. A Revolut teria solicitado licença bancária americana e contratado Cetin Duransoy, ex-executivo da Visa, para liderar as operações no país. Para bancar esse movimento, a fintech está avalia uma venda secundária de ações, que deve avaliar o negócio em US$ 100 bilhões.

O post Revolut bate lucro recorde e mira valuation de US$ 100B com expansão apareceu primeiro em Startups.