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Imagem panorâmica de um grande auditório durante um evento corporativo ou tecnológico. Em primeiro plano e à esquerda, há uma plateia numerosa sentada em fileiras, ocupando quase todo o espaço do auditório, com iluminação baixa voltada ao público. À direita, um palco amplo e elevado é iluminado por luzes cênicas. No centro do palco, uma pessoa está em pé, falando ao público. Ao fundo do palco, grandes telas digitais exibem o texto “itaqui” em letras verdes sobre fundo escuro. Na borda frontal do palco, aparece o logotipo “it forum” iluminado. O palco possui degraus laterais com iluminação linear em tons claros. O ambiente é fechado, com teto escuro, estrutura de iluminação profissional e atmosfera de conferência formal voltada à tecnologia e inovação.

Chegou ao fim mais uma edição do IT Forum Trancoso. A edição deste ano, realizada entre os dias 16 e 21 de abril, reuniu na Bahia mais de 600 pessoas, entre executivos de Tecnologia, CIOs e suas famílias. Em 2026, o evento teve como tema central “O poder do ecossistema: a nova revolução não é digital, é coletiva”, coroando a jornada de 35 anos do evento e debatendo as principais questões que afetam o mercado, da inteligência artificial (IA) aos dilemas de liderança. Para além dos conteúdos, o evento contou ainda com o show das cantoras Elba Ramalho e Vanessa da Mata. Confira abaixo os destaques de tudo o que aconteceu: 

“Somos um ecossistema”

Imagem ampla de um palco em um evento corporativo ou tecnológico, visto a partir da lateral da plateia. No palco, várias pessoas estão sentadas em cadeiras individuais, participando de um painel de discussão. O piso do palco é escuro e altamente reflexivo, com degraus iluminados por faixas de luz branca na lateral frontal. Ao fundo, grandes telas digitais exibem conteúdos visuais e textos; em uma delas aparece o logotipo “itaqui Q” em letras claras sobre fundo escuro. À direita da imagem, uma plateia grande está sentada em arquibancadas, assistindo ao painel. O ambiente é fechado, com teto alto, iluminação azulada e estrutura técnica visível, reforçando o contexto de conferência formal voltada à tecnologia e inovação.

Logo na abertura do evento, Adelson de Sousa, presidente e fundador do Itaqui, subiu ao palco para falar de como o grupo tem experienciado o poder do ecossistema dentro de casa. Após relembrar e agradecer pela trajetória da empresa nos últimos 35 anos, o executivo mediou uma conversa entre os CEOs da organização. Nesta, André Cavalli, CEO do IT Forum, Gabriela Vicari, do Instituto Itaqui, e Gabriel de Sousa, do Distrito Itaqui, falaram sobre a integração entre as unidades de negócios e os resultados que a consolidação tem trazido.

O momento marcou a estreia de Gabriel de Sousa como CEO do Distrito e trouxe o anúncio da primeira empresa residente do local, a V8.Tech, do grupo TIM, além de mais uma expansão do espaço: a Estufa, nova estrutura que vai triplicar a capacidade do local e será inaugurada em fevereiro de 2027. “Nossa presença aqui é a prova de que tudo é pensado para que essa comunidade de tecnologia seja fortalecida”, afirmou Sousa.

Como exemplo dos laços desta comunidade, o evento trouxe ao palco Nelson Campelo, CEO da Atos para a América Sul, e Leonardo Poça D’água, CEO da Semantix, para contar os bastidores do acordo vinculante da aquisição da Atos na região, pela Semantix, iniciada durante o IT Forum Praia do Forte 2025. A expectativa é de que a transação seja concluída até o final deste mês, mas os executivos aproveitaram o momento para anunciar o posicionamento da companhia que está por vir. A nova empresa tem três pilares principais de sustentarão: dados, inteligência artificial e uma cultura de atendimento ao cliente.

E trazendo a educação para o centro do ecossistema, o primeiro dia contou ainda com um painel com Rodrigo Xavier e Graci de Melo, coCEOs da V8.Tech, e Vera Goulart, diretora acadêmica da SPTech, e Alessandro Goulart, CEO da instituição, que falaram sobre a importância de assumir o protagonismo na formação de novos talentos. Ao longo da conversa, mediada pela CEO do Instituto Itaqui, Gabriela Vicari, os executivos trouxeram exemplos e resultados práticos da jornada de formação estruturada pela V8.Tech, que vai do estágio à pós-graduação.

“O Brasil tem talento de sobra. O que falta é mostrar que é possível formar”, disse Graci.

Veja também: Henrique Santos: transformação no setor público exige governança e integração | IT Forum Trancoso

Revisão de liderança, revisão de negócios

Imagem panorâmica de um auditório durante um evento corporativo ou tecnológico. À esquerda, um palco iluminado com piso escuro e reflexivo ocupa parte da cena. Sobre o palco, uma pessoa está em pé apresentando, voltada para uma plateia numerosa sentada em arquibancadas à direita da imagem. Ao fundo do palco, uma grande tela digital exibe gráficos visuais em tons de azul, semelhantes a uma representação de dados ou um globo estilizado. Na lateral da tela, há um painel laranja com o texto “itforum TRANCOSO”. A iluminação é cênica, com foco no palco, enquanto a plateia permanece em luz mais baixa. O ambiente é fechado, com teto escuro e estrutura de iluminação profissional.

Já no sábado (18), os executivos presentes foram provocados por diferentes atores, a começar pelo professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e autor da Teoria U, Otto Scharmer. Em sua palestra, “Do egossistema para o ecossistema”, o pesquisador falou sobre as lacunas de liderança que precisam ser preenchidas nas organizações.

O problema, segundo ele, está na desconexão da própria liderança. Cada vez mais acostumados em suas bolhas, a maioria dos dirigentes estaria se distanciando da realidade e, portanto, dos problemas a serem solucionados. É nesse sentido que o autor traz como conceito a Teoria U: a jornada de volta ao ecossistema, ao ambiente e às conexões nas quais estamos inseridos. Segundo Scharmer, esta mudança se torna ainda mais urgente na era da IA, na qual o humano se torna o verdadeiro diferencial e o mundo precisa cada vez mais de novas soluções para problemas nunca antes vividos.

“Chamo isso de escuta generativa, que é quando resgatamos o papel real dos líderes, que vai além de reagir. Nesse modo, você responde à sua situação prestando atenção não às dificuldades de hoje, mas ao que pode querer alcançar amanhã. Você olha para o potencial, e não apenas para o lado problemático das coisas. A questão é que escolhemos como escutar todos os dias”, afirmou o autor.

As questões geradas pela inteligência artificial seguiram sendo discutidas. Em seguida a Scharmer, o público assistiu a um painel mediado por Déborah OliveiraCCO e CMO do Itaqui, que reuniu Fabio Coelho, CEO do Google Brasil; Cesar Gon, CEO da CI&T; Rodolfo Eschenbach, presidente para Brasil e América Latina da Accenture; e Marcelo Braga, presidente da IBM Brasil. O conteúdo trouxe à tona os novos dilemas de negócio vividos pelas organizações como a reestruturação da infraestrutura organizacional com a chegada dos agentes de IA.

Mudança para além dos agentes

Imagem: PlayP Brasil, Ana Flávia

Para aprofundar ainda mais os debates ocorridos no sábado, a manhã de domingo (19) trouxe para o IT Forum Trancoso, a filósofa e diretora de pós-graduação da SP Tech, Anna Flavia Ribeiro. Em sua palestra, a pensadora falou sobre o que acontece quando uma organização implementa IA sem entender sua fragmentação interna.

Em seguida, Leila Zimmermann, CIO da Mondelez; Fabio de Freitas, vice-presidente de ICT e Inovação Digital da Stellantis para a América do Sul; João Alvarenga, diretor-executivo de TI e Inovação do Grupo Fleury, subiram ao palco para falar de como esta revisão já tem sido feita dentro de suas companhias. A roda de conversa entre os executivos de Tecnologia trouxe exemplos práticos de como as ferramentas de IA, quando pensadas a partir das necessidades do negócio, podem se tornar verdadeiros motores de inovação.

Durante o painel, Freitas reforçou, inclusive, a importância de tornar a inteligência artificial um projeto de todas as áreas da organização, expandindo o assunto para além da TI. “Decidimos descentralizar o uso da IA na companhia. A TI hoje é uma das áreas que colabora com a inteligência artificial na empresa. E quando eu vejo os meus colegas de outras áreas contratando cientistas de dados, desenvolvedores em Python, é excelente. Estamos construindo uma fundação que permite que toda empresa trabalhe de forma coordenada”, afirmou.

E, para fechar as reflexões propostas, o evento reuniu Renata Marques, executiva de TI e professora da Escola de Liderança Itaqui; Rodrigo Ribeiro Gonçalves, diretor de Tecnologia e Inovação, e Gente e Cultura da uisa; e Suzana Kubric, CHRO do Nubank, para falar de uma das áreas mais afetadas pela chegada da IA agêntica: o RH. Ao longo do painel “Gente e agentes: o que muda a partir de agora?”, os executivos refletiram sobre o novo papel dos Recursos Humanos na gestão das empresas.

Para Renata, muito além de substituir humanos por agentes, os profissionais da área precisam explorar novos fluxos de trabalho que integrem as duas pontas. Dentro deste cenário, a executiva ressaltou ainda, a necessidade de uma mudança de comportamento para os CIOs, que precisam fazer parte desta exploração e construção das empresas. “A liderança é quem vai orquestrar toda essa mudança. E os executivos de TI precisam ter a humildade de voltar a colocar a mão na massa e se propor a aprender o novo. É preciso ser mais guri e menos guru. Esta é a saída para as lideranças, mostrar que está tudo bem não saber”, enfatizou.

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