
Nesta terça-feira (2), a Meta anunciou a expansão global de configurações de conteúdo para contas de adolescentes no Instagram, Facebook e Messenger; buscando oferecer experiências mais adequadas à idade dos usuários, por conta do momento de maior pressão regulatória e judicial.
Segundo a Reuters, a empresa também informou que está testando no Instagram uma nova ferramenta destinada a diversificar o conteúdo exibido a adolescentes, com o objetivo de evitar exposição repetitiva a determinados temas.
As configurações chamadas de 13+ filtram conteúdos avaliados como impróprios para adolescentes. A companhia também informou que uma opção ainda mais restritiva, chamada Limited Content, será disponibilizada no Facebook e no Messenger ainda este ano.
A decisão ocorre em um ambiente de investigação crescente sobre o impacto das redes sociais entre jovens. A Reuters também lembrou que, em abril, a Meta alertou investidores de que reações legais e regulatórias na União Europeia e nos Estados Unidos relacionadas ao uso de redes sociais por jovens poderiam ter impacto relevante sobre seus negócios e resultados financeiros.
Instagram quer reduzir repetição de temas no feed
Além da ampliação dos controles de conteúdo, o Instagram iniciou testes de uma ferramenta voltada a limitar a exposição excessiva de adolescentes a certos tipos de postagem.
A proposta, segundo a Reuters, é promover um feed mais equilibrado, reduzindo a repetição de temas que, embora possam ser úteis em determinados contextos, não deveriam ocupar espaço de forma recorrente na experiência do usuário.
A Meta citou como exemplos conteúdos sobre nutrição, musculação e formas de lidar com ansiedade. Segundo a empresa, esses assuntos podem ter valor informativo, mas devem aparecer em combinação com outros tipos de publicação. O teste faz parte do plano de distribuição de conteúdo para adolescentes
O tema ganhou peso adicional em março, quando um júri de Los Angeles (EUA) considerou Meta e Google, da Alphabet, negligentes no desenho de plataformas de redes sociais prejudiciais a jovens.
O caso resultou em indenização combinada de US$ 6 milhões a uma mulher de 20 anos que afirmou ter desenvolvido dependência de redes sociais quando criança.
Para empresas de tecnologia, redes sociais e anunciantes, as mudanças nos controles de conteúdo teen estão inseridas em um debate mais amplo sobre responsabilidade de plataformas digitais, proteção de menores, privacidade, governança algorítmica e segurança online.
A Meta não detalhou o cronograma completo de expansão por país, mas informou que a opção Limited Content chega ao Facebook e ao Messenger ainda em 2026.
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