
A argentina COR, plataforma de gestão de rentabilidade para agências, consultoras e empresas de serviços profissionais, oficializou nesta semana um aporte de US$ 30 milhões liderado pelo fundo americano FTV Capital.
Segundo destacou a empresa em nota, os recursos da nova captação vão para três frentes. A primeira é acelerar as capacidades de IA da plataforma — especialmente na gestão de equipes híbridas de humanos e agentes.
A segunda é expandir para novos verticais além das agências publicitárias, mirando escritórios jurídicos, empresas de contabilidade e desenvolvedoras de software, todos setores em que o time é o principal custo e a rentabilidade por projeto é o principal desafio.
Já a terceira meta consiste em aprofundar a operação internacional, e o Brasil aparece como o principal mercado da COR na América Latina. Para liderar a expansão no país, descrito pela companhia como o maior mercado de agências da região, a COR nomeou Birger Kamrath, ex-CEO da Skills Workflow, como Country Manager. Metas específicas para o mercado brasileiro não foram divulgadas.
A rodada com a FTV Capital marca a primeira captação pública da COR — até aqui, os valores das rodadas anteriores nunca haviam sido divulgados. O primeiro cheque veio de Marcos Galperin, fundador do Mercado Livre.
Depois dele entraram, em rodadas cujos valores permanecem em sigilo, outros oito fundadores de unicórnios tecnológicos, CEOs e CTOs de empresas como Google, Walmart e Yahoo!, e dois fundos institucionais: o 500 Global e o GFC.
Fundada em Buenos Aires em 2017 por Santiago “Santi” Bibiloni, José Gettas e Gabriel Marin, a COR entrega aos clientes uma plataforma que integra gestão de projetos, registro automático de horas, planejamento de recursos e análise de rentabilidade em tempo real, funcionando como um “sistema operacional” de gestão para empresas de serviços.
A tese, segundo Santiago Bibiloni, é que a chegada dos agentes de IA está redefinindo o modelo de negócios em agências e empresas de serviços profissionais, e as ferramentas genéricas não são mais suficientes.
“Durante anos, o desafio foi gerir pessoas. Nesta nova etapa, será gerir pessoas e agentes de IA sem perder de vista a rentabilidade de cada projeto. Acreditamos que essa mudança vai redefinir como as empresas de serviços operam, e a COR foi construída para essa nova realidade”, afirmou o CEO em nota.
A COR encerrou 2025 com um crescimento de receita de 51% ano contra ano, mantendo rentabilidade e retenção sólida de clientes. Hoje é usada por milhares de equipes em 38 países e por organizações como Globant GUT, Grupo In Press, W3haus, Sancho BBDO e agências do Publicis Groupe.
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