
O Itaú Unibanco ampliou sua parceria com a Quod para fortalecer a identificação de riscos antes mesmo da abertura de um relacionamento com o cliente. A iniciativa utiliza dados e inteligência analítica para encontrar inconsistências e padrões ligados a fraudes e golpes em etapas iniciais e em outras interações consideradas sensíveis.
O movimento ocorre em meio ao crescimento das fraudes digitais no Brasil. Levantamento da Quod aponta que o país registrou mais de 12 milhões de indícios de fraudes, entre suspeitas e casos confirmados, em 2025, com prevalência das chamadas contas laranja.
Essas contas são utilizadas para receber e movimentar recursos obtidos por meio de atividades ilícitas. Ao reforçar a análise das informações antes da conclusão do onboarding, o banco pretende impedir que perfis com sinais de risco ingressem no sistema financeiro e sejam usados para transações suspeitas.
“O combate às contas receptoras de valores de golpes e fraudes exige atuação cada vez mais preventiva. Esses perfis funcionam como uma etapa intermediária da cadeia do crime, ao dar aparência de legitimidade a recursos obtidos de forma ilícita. Ao reforçarmos a análise de dados mesmo antes de completar o onboarding, conseguimos identificar sinais de risco antes que uma conta seja aberta e utilizada para movimentações suspeitas. Essa frente se conecta diretamente à estratégia do Itaú de combater fraudes de forma estrutural”, afirma Bruno Fonseca, superintendente de Prevenção a Fraudes do Itaú Unibanco.
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Com a expansão da parceria, a Quod passa a apoiar o banco na qualificação das informações desde a origem. A análise busca antecipar comportamentos com maior probabilidade de envolvimento em operações fraudulentas, antes que esses perfis comecem a atuar.
Segundo Ricardo Kalichsztein, CEO da Quod, a integração de dados amplia a capacidade das instituições de antecipar riscos. “A qualificação de informações na origem permite identificar padrões que indicam maior probabilidade de fraude e atuar antes que esses perfis passem a operar no sistema. Esse tipo de abordagem contribui para reforçar a segurança do ecossistema como um todo”, diz.
A prevenção a golpes e crimes financeiros exige, de acordo com as empresas, atuação conjunta entre as instituições, uso intensivo de dados e atualização contínua das ferramentas de segurança. Nesse cenário, a análise prévia dos clientes ganha espaço como forma de reduzir a entrada de contas com maior potencial de risco.
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