
Apesar de “jurar de pés juntos” que não tem planos de se tornar um banco tradicional, o Nubank está seguindo a cartillha de um, de olho na obtenção da licença bancária. O neobanco agora está se filiando à Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
A novidade foi anunciada na terça (18), após recomendação favorável do Conselho Diretor da Febraban, e segundo a entidade, é uma novidade “muito bem-vinda”. “(A filiação do Nubank), demonstra seu interesse em participar ativamente dos espaços de diálogo e de articulação institucional da indústria e, ao mesmo tempo, evidencia a valorização, por parte da Febraban, da pluralidade, do debate qualificado e da construção setorial de soluções em um ambiente representativo e diverso”, destacou o CEO da Febraban, Isaac Sidney, em nota.
Já o Nubank destacou em um comunicado em seu site que a filiação está alinhada ao seu plano em curso para a obtenção da licença bancária. Além disso, o movimento fortalece a atuação institucional do roxinho, que já participa de outras entidades setoriais como ABBC e Anbima.
“Ao trazer nosso histórico de inovação, inclusão financeira e foco nos clientes também para este fórum, reforçamos nossa contribuição para o fortalecimento do sistema financeiro”, destacou a CEO do Nubank, Livia Chanes, em comunicado.
Apesar de atualmente ser a instituição financeira com o maior número de clientes no país – cerca de 113 milhões de contas – o Nubank opera somente com as licenças de Instituição de Pagamento (IP), Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (SCFI ou financeira) e Corretora de Títulos e Valores Mobiliários.
Contudo, uma normativa do Banco Central divulgada no fim do ano passado, em que barraria instituições financeiras que não possuem a licença bancária de usar a denominação de banco no nome, fez o Nubank anunciar planos de buscar uma licença bancária em 2026.
Segundo apurou o Startups na época, a a licença pode vir de duas formas: via solicitação junto ao Banco Central ou pela aquisição de uma instituição licenciada (a segunda costuma ser a forma mais fácil e rápida).
Por outro lado, conforme destacou o próprio Nubank, a obtenção da licença não quer dizer que a fintech vai se tornar oficialmente um “bancão”. . De acordo com o roxinho, a nova licença apenas se adicionaria às outras três que ela já possui, mas não precisa ser aplicada à fintech como um todo – ou seja, a empresa não precisa necessariamente se tornar um banco e se enquadrar da mesma forma que concorrentes como Itaú e Bradesco.
Em resposta ao Startups, o Nubank fez questão de ressaltar que, mesmo com a eventual conquista da licença, a empresa não pretende deixar de ser uma fintech. Contudo, a filiação à Febraban mostra que o roxinho está disposto a assumir um lugar no tabuleiro das grandes instituições financeiras do país, lugar onde estão os grandes bancões do país.
Não deixa de ser um paradoxo, mas vamos acompanhar os próximos capítulos para ver como essa história vai se encaminhar.
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