
A Senior Sistemas assinou o maior cheque de sua história e fechou a aquisição da Salú, HRtech focada no mercado de saúde ocupacional. A operação, de R$ 318,7 milhões, representa uma saída relevante para a SoftBank, que em 2022 liderou uma rodada de R$ 12 milhões na companhia. A captação foi a única divulgada publicamente pela companhia e também contou com a participação da Aggir Ventures, da Norte Capital e de investidores-anjo como Vitor Asseituno (Sami), Felipe Lourenço (iClinic), Bruno Lagoeiro (Pebmed) e Ricardo Duarte (Beacon).
O negócio ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Os escritórios de advocacia Cescon, Barrieu, Flesch & Barreto e o Silva, Santana & Teston assessoram a Salú e a Senior, respectivamente.
Essa é a segunda aquisição da Senior em 2026. Em maio, ela desembolsou R$ 62,1 milhões pela Forbiz. Nos últimos 12 meses, até março de 2026, a Senior registrou receita líquida de R$ 1,2 bilhão, receita recorrente de R$ 1,1 bilhão, EBITDA de R$ 364,8 milhões e lucro líquido de R$ 264,3 milhões.
Salú: crescimento e atuação no mercado
Fundada em 2020, com sede em São Paulo, a Salú atua na digitalização da jornada de saúde e segurança do trabalho por meio de uma plataforma SaaS combinada a uma operação especializada. A companhia atende mais de 800 clientes distribuídos em todos os estados brasileiros, soma mais de 1 milhão de agendamentos ocupacionais realizados e afirma ter “devolvido” aos times de RH mais de 300 mil horas por meio da automação de fluxos de saúde ocupacional. Entre seus clientes estão marcas como Nubank, QuintoAndar, GPA, XP, C6 Bank, Afya e Ipiranga.
A Salú também vem sustentando uma trajetória acelerada de crescimento desde sua fundação, com CAGR de receita líquida de 115,5% nos últimos dois anos. Em 2025, a companhia registrou receita operacional líquida de R$ 76,8 milhões e margem EBITDA ajustada de 20,2%.
Estratégia e sinergia da aquisição
A compra da Salú acontece no momento em que o tema de saúde ocupacional ganha força por conta da implementação da NR-1, de gestão de riscos de trabalho, que vai exigir adaptações das empresas. “A aquisição da Salú acelera uma frente estratégica para a Senior: integrar saúde ocupacional à jornada completa de gestão de pessoas. Esse é um tema cada vez mais relevante para as empresas, porque combina eficiência operacional, redução de riscos, compliance e melhor experiência para RHs e colaboradores. Com a Salú, avançamos em uma solução moderna, especializada e com evolução para uma experiência AI Native, capaz de consolidar informações, tarefas, riscos e recomendações em uma única visão para o RH”, disse Carlênio Castelo Branco, CEO da Senior, em comunicado.
A oferta da Salú será incorporada ao portfólio de Gestão do Capital Humano (HCM) da Senior. Com isso, ele passa a contar com gestão de exames clínicos e laboratoriais, programas legais, PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos), PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), ASO (Atestado de Saúde Ocupacional), EPI (Equipamento de Proteção Individual), atestados, afastamentos, absenteísmo, ambulatórios corporativos e rede credenciada.
“A Salú nasceu para transformar uma operação historicamente manual e fragmentada em uma experiência digital, simples e orientada por dados. Essa união com a Senior vai nos permitir acelerar essa visão em escala nacional, integrando saúde ocupacional ao coração da gestão de pessoas nas empresas. Há uma grande sinergia de cultura, foco em cliente e visão de produto, e acreditamos que essa conexão ampliará o valor entregue ao mercado”, afirma René Neme, CEO e cofundador da Salú, que permanecerá à frente da operação após a conclusão da transação.
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